O dólar comercial fechou negociado a R$ 1,771 para venda, com decréscimo de 0,33%, nas últimas operações registradas ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo é cotado a R$ 1,880 (venda), em declínio de 0,52%.
O Banco Central realizou o primeiro leilão de câmbio deste ano às 11h45 e adquiriu divisas a R$ 1,7661 (taxa de corte). O nível das reservas internacionais está em US$ 179,848 bilhões (até o dia 28). No dia 2 de janeiro de 2007, as reservas eram de US$ 86,439 bilhões.
Apesar de um dia repleto de notícias que alimentaram o nervosismo do mercado, profissionais de corretoras atribuíram à queda das taxas ontem à entrada de recursos numa jornada de poucos negócios. Corretoras relataram que o volume de contratos fechados foi de apenas um quarto de um dia normal.
“Já era esperado que o dia ser fraco: muitas empresas ainda estão em período de férias coletivas. O leilão do Banco Central até mexeu um pouco com os preços, mas não foi suficiente”, comenta Cristiano Zanuzo, gerente de operações da corretora Renova. Entre as principais notícias do dia, a balança comercial teve saldo de US$ 40,039 bilhões em 2007, uma queda de 13,8% na comparação com o ano anterior. Trata-se do menor saldo desde 2004 (US$ 33,640 bilhões). É também a primeira vez desde 1997 que o resultado do superávit apresenta uma piora em relação ao ano anterior.
Juros futuros
O mercado futuro de juros, que baliza as tesourarias dos bancos, reajustou para baixo as taxas projetadas para 2008, 2009 e 2010.
Entre os contratos mais negociados, a taxa projetada para abril de 2008 retraiu de 11,22% ao ano para 11,20%; no contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada cedeu de 12,08% para 12,03%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada declinou de 12,81% para 12,76%.
A FGV (Fundação Getúlio Vargas) comunicou que a inflação medida pelo IPC-S teve variação de 4,60% em 2007, puxada preços de alimentos. No acumulado do ano, a inflação desse grupo subiu 10,65%, seguido por saúde e cuidados pessoais, com alta dos preços de 4,18% no mesmo período.
Já a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) acentua o ritmo de perdas no primeiro pregão de 2008, em meio à derrocada das Bolsas americanas, a principal referência externa dos negócios.
O Ibovespa, índice acompanha os preços das ações mais negociadas, desvalorizou 1,74%, aos 62.773 pontos.







