Dólar fecha a R$ 1,83 na sétima alta consecutiva

Em: 27 de novembro de 2007
Por isso, corretores chegaram a comentar que, dessa forma, o BC tentava “sancionar” um dólar acima dos R$ 1,80
Por isso, corretores chegaram a comentar que, dessa forma, o BC tentava “sancionar” um dólar acima dos R$ 1,80

O dólar comercial foi negociado a R$ 1,836 para venda, com avanço de 0,60%, nas últimas operações de ontem, sétimo dia útil de valorização.

Por volta das 12h, o Banco Central entrou no mercado e adquiriu divisas a R$ 1,8570 (taxa de corte). A autoridade monetária costuma realizar no horário das 15h, mas pelo segundo dia consecutivo, optou pelo final da manhã, quando o giro financeiro é maior. Por isso, corretores chegaram a comentar que, dessa forma, o BC tentava “sancionar” um dólar acima dos R$ 1,80.

A ascensão da taxa de câmbio é sustentada pelo nervosismo dos investidores com os problemas da economia americana. Com o aumento da aversão ao risco, estrangeiros relatam a saída dos estrangeiros da Bolsa de Valores, que já registra saldo negativo (compras menos vendas de ações) da ordem de R$ 5,1 bilhões neste mês, até o dia 22.

Fundo soberano

Não é somente em fatores externos que o mercado busca motivos para alimentar a alta do dólar. Desde que o governo anunciou a intenção de criar um “fundo soberano” de US$ 10 bilhões, profissionais de corretoras e bancos especulam como o governo deve buscar esses recursos, seja comprando no mercado doméstico ou utilizando as reservas do país, hoje na casa dos US$ 176,4 bilhões.
O mercado futuro de juros, que baliza as tesourarias dos bancos, elevou as taxas projetadas para 2008, 2009 e 2010.

Entre os contratos mais negociados, a taxa para abril de 2008 subiu de 11,20% ao ano para 11,23%; no contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada avançou de 11,48% para 11,55%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada passou de 11,88% para 12,02%.

Crise de créditonos EUA

As bolsas fecharam em baixa, novamente puxadas pelos temores causados pela crise do crédito imobiliário de alto risco (“subprime”) nos Estados Unidos.

Na Bolsa de Londres, o índice FTSE-100 caiu 0,44%, para 5.434 pontos. O indicador CAC-10 da Bolsa de Paris recuou 0,64%, a 6.140 pontos, e em Frankfurt o índice DAX perdeu 0,48% para 7.531 unidades.

A baixa na metade da sessão era ainda mais forte, mas o próprio setor bancário trouxe algumas boas notícias que aliviaram as perdas.

O sentimento negativo dos investidores causado pelo risco de desaquecimento da economia norte-americana, aliado às más notícias corporativas, é o principal motivo para a queda. Ainda há dúvida sobre se o Fed (Federal Reserve, o Banco Central americano) irá cortar mais uma vez sua taxa de juros na reunião do dia 11 de dezembro.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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