O dólar comercial foi negociado a R$ 1,836 para venda, com avanço de 0,60%, nas últimas operações de ontem, sétimo dia útil de valorização.
Por volta das 12h, o Banco Central entrou no mercado e adquiriu divisas a R$ 1,8570 (taxa de corte). A autoridade monetária costuma realizar no horário das 15h, mas pelo segundo dia consecutivo, optou pelo final da manhã, quando o giro financeiro é maior. Por isso, corretores chegaram a comentar que, dessa forma, o BC tentava “sancionar” um dólar acima dos R$ 1,80.
A ascensão da taxa de câmbio é sustentada pelo nervosismo dos investidores com os problemas da economia americana. Com o aumento da aversão ao risco, estrangeiros relatam a saída dos estrangeiros da Bolsa de Valores, que já registra saldo negativo (compras menos vendas de ações) da ordem de R$ 5,1 bilhões neste mês, até o dia 22.
Fundo soberano
Não é somente em fatores externos que o mercado busca motivos para alimentar a alta do dólar. Desde que o governo anunciou a intenção de criar um “fundo soberano” de US$ 10 bilhões, profissionais de corretoras e bancos especulam como o governo deve buscar esses recursos, seja comprando no mercado doméstico ou utilizando as reservas do país, hoje na casa dos US$ 176,4 bilhões.
O mercado futuro de juros, que baliza as tesourarias dos bancos, elevou as taxas projetadas para 2008, 2009 e 2010.
Entre os contratos mais negociados, a taxa para abril de 2008 subiu de 11,20% ao ano para 11,23%; no contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada avançou de 11,48% para 11,55%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada passou de 11,88% para 12,02%.
Crise de créditonos EUA
As bolsas fecharam em baixa, novamente puxadas pelos temores causados pela crise do crédito imobiliário de alto risco (“subprime”) nos Estados Unidos.
Na Bolsa de Londres, o índice FTSE-100 caiu 0,44%, para 5.434 pontos. O indicador CAC-10 da Bolsa de Paris recuou 0,64%, a 6.140 pontos, e em Frankfurt o índice DAX perdeu 0,48% para 7.531 unidades.
A baixa na metade da sessão era ainda mais forte, mas o próprio setor bancário trouxe algumas boas notícias que aliviaram as perdas.
O sentimento negativo dos investidores causado pelo risco de desaquecimento da economia norte-americana, aliado às más notícias corporativas, é o principal motivo para a queda. Ainda há dúvida sobre se o Fed (Federal Reserve, o Banco Central americano) irá cortar mais uma vez sua taxa de juros na reunião do dia 11 de dezembro.







