Dólar fecha com recuo de 0,98% a R$ 1,80, menor taxa em quase um mês

Em: 21 de fevereiro de 2010
Os mercados tiveram um estresse inicial com a decisão do banco central americano em elevar os juros de sua linha de auxílio aos bancos. Ao longo do dia, no entanto, os agentes financeiros absorveram o choque.
Os mercados tiveram um estresse inicial com a decisão do banco central americano em elevar os juros de sua linha de auxílio aos bancos. Ao longo do dia, no entanto, os agentes financeiros absorveram o choque.

A taxa de câmbio brasileira cedeu pelo terceiro dia consecutivo, retornando aos seus menores níveis em quase um mês. Os mercados tiveram um estresse inicial com a decisão do banco central americano em elevar os juros de sua linha de auxílio aos bancos. Ao longo do dia, no entanto, os agentes financeiros absorveram o choque.

O dólar comercial foi negociado a R$ 1,805 nas últimas operações, o que significa um recuo de 0,98% sobre a cotação final anterior. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,827 e R$ 1,805. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,900, em queda de 1,55%.

O Federal Reserve anunciou a elevação das chamadas “taxas de redesconto”, utilizadas nas linhas de crédito emergenciais, de 0,5% para 0,75% ao ano. Trata-se da primeira medida do FED no sentido de retirar as medidas excepcionais de auxílio ao economia, desde a crise mundial em 2008.

As Bolsas de Valores caíram durante os primeiros negócios, mas voltaram ao terreno positivo já no início da tarde. O euro teve uma oscilação bastante modesta, de US$ 1.3588 para US$ 1.3563.

E contrariando algumas expectativas, o mercado de moeda doméstico operou de forma “descolada” da praça internacional. Para profissionais das corretoras, o fluxo de entrada de recursos, por conta do retorno dos investidores estrangeiros às compras na Bolsa de Valores, favoreceu o real contra o dólar.

Juros futuros

O mercado futuro de juros, que serve de referência para os juros bancários, apontou tendências distintas nos contratos mais negociadas.
A FGV apontou inflação de 1,10% em fevereiro, pela leitura do IGP-M (segunda prévia). Um mês antes, o mesmo índice registrou variação de 0,51%. No contrato que aponta os juros para outubro de 2010, a taxa prevista avançou de 9,78% ao ano para 9,81%; no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada caiu de 10,27% para 10,26%. Esses números ainda são preliminares e podem sofrer ajustes.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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