Dólar fecha cotado a R$ 1,72, com recuperação de mercados

Em: 2 de abril de 2008
Os investidores ficaram animados com as perspectivas para o setor financeiro. Na percepção dos analistas, os grandes bancos já revelaram parte de suas perdas com a crise dos créditos “subprime”.
Os investidores ficaram animados com as perspectivas para o setor financeiro. Na percepção dos analistas, os grandes bancos já revelaram parte de suas perdas com a crise dos créditos “subprime”.

A cotação da moeda americana teve forte declínio na quarta-feira, com os mercados mantendo o tom de “o pior já passou” nos negócios de ontem. A Bolsa paulista resistiu bem ao efeito das declarações de Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve (banco central americano), que admitiu pela primeira vez que os EUA devem entrar em recessão já no primeiro semestre.
O dólar comercial chegou a R$ 1,721 na menor cotação do dia. Nos últimos negócios, a taxa de câmbio foi de R$ 1,727, em declínio de 1,03%. A taxa de risco-país marca 268 pontos, em declínio de 0,74%.
O Banco Central entrou no mercado de câmbio no período da manhã e aceitou ofertas por R$ 1,7295 (taxa de corte).
“Não parece provável que o Produto Interno Bruto cresça muito, se é que cresce, na primeira metade de 2008, e ainda poderia se contrair um pouco”, disse Bernanke, em testemunho para uma audiência no Comitê Econômico conjunto do Congresso.
“Ao que parece, entre uma possível recessão apontada pelo Chairman do FED (Bernanke), que a rigor não é um cenário novo em perspectiva, e o restabelecimento da credibilidade e segurança em relação às instituições financeiras, parece que o segundo (cenário) neste momento tem mais peso”, afirmou Sidnei Nehme, diretor da corretora de câmbio NGO, em seu boletim diário sobre o mercado financeiro.
Os investidores ficaram animados com as perspectivas para o setor financeiro. Na percepção geral dos analistas, os grandes bancos já revelaram boa parte de suas perdas com a crise dos créditos “subprime”.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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