O dólar comercial foi negociado a R$ 1,754 para venda, com declínio de 0,05%, nas operações finais de ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi negociado a R$ 1,870 (venda), estável sobre a última cotação de ontem.
O Banco Central realizou novo leilão de compra de dólares. A autoridade monetária adquiriu divisas a R$ 1,754 (taxa de corte). Desde o último dia 8, quando retomou as intervenções diárias, o BC tem realizado esses leilões.
A espera pela decisão do Federal Reserve (banco central dos EUA) combinou-se com a tradicional instabilidade dos negócios do câmbio de final de mês.
Caso a autoridade monetária americana realmente reduza a taxa de 4,75% ao ano, amplia o espaço entre os juros americanos e brasileiros.
Para analistas do mercado financeiro, será a senha para uma onda de recursos estrangeiros no país, por gestores globais de investimentos atrás de aplicações mais rentáveis.
Em paralelo, analistas lembram da típica disputa entre “comprados” e “vendidos” nos últimos dias do mês. Esses são os nomes, no jargão do mercado, para investidores que aplicam em contratos negociados no mercado futuro. Para os “comprados”, como regra geral, interessa a alta da cotação, enquanto para os “vendidos”, interessa que a cotação da moeda americana caia.
Essas posições no mercado futuro são liquidadas pela da Ptax, a taxa de câmbio calculada pelo Banco Central, do último dia útil do mês.
Esses investidores costumam atuar no mercado à vista de dólar para influenciar na formação da cotação, provocando oscilações atípicas dos negócios.
O mercado futuro de juros, que baliza as tesourarias dos bancos, revisou para cima as taxas projetadas para 2008, 2009 e 2010.







