A recuperação das Bolsas de Valores derrubou as cotações do dólar comercial, que ficou próximo de sua taxa mínima na conclusão dos negócios.
A moeda americana foi cotada a R$ 1,718 na venda, em declínio de 0,52%. Nas casas de câmbio paulista, o dólar turismo foi trocado por R$ 1,820, em retração de 1,08%.
A taxa de risco-país marca 262 pontos, número 1,50% inferior à pontuação final de ontem.
O Banco Central promoveu seu habitual leilão de câmbio por volta das 12h30 e aceitou ofertas por R$ 1,7269 (taxa de corte).
O mercado deu continuidade ao relativo “otimismo” com a economia americana, sem a concretização do pior cenário -a contaminação dos países periféricos, após o presidente do banco central dos EUA, Ben Bernanke, ter admitido a possibilidade de uma recessão ainda no primeiro semestre.
Profissionais de mercado notam a movimentação de alguns bancos para se desfazer de posições em dólar, a partir da constatação de que a piora da crise americana não fez as cotações dispararem. Esse “desmonte” tem sido gradativo, auxiliado de forma bastante moderada pelo BC, que tem adquirido lotes modestos de moeda no mercado à vista.
Esses profissionais também comentaram a novidade de que o Peru recebeu a classificação de “grau de investimento” pela agência Fitch. “Chegou a circular no mercado o rumor de que o Brasil seria o “próximo”. Realmente, o Peru, por ter uma economia menor, pode ter feito a “lição de casa” antes, enquanto o nosso país, por ter uma economia mais complexa, ficou para depois”, afirma João Gomes, gerente de câmbio da corretora Agente.
Dólar fecha em queda de 0,5% a R$ 1,718, na menor cotação do dia
Em: 3 de abril de 2008
O Banco Central promoveu seu habitual leilão de câmbio por volta das 12h30 e aceitou ofertas por R$ 1,7269 (taxa de corte).
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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