Dólar fecha em queda de 0,5% a R$ 1,718, na menor cotação do dia

Em: 3 de abril de 2008
O Banco Central promoveu seu habitual leilão de câmbio por volta das 12h30 e aceitou ofertas por R$ 1,7269 (taxa de corte).
O Banco Central promoveu seu habitual leilão de câmbio por volta das 12h30 e aceitou ofertas por R$ 1,7269 (taxa de corte).

A recuperação das Bolsas de Valores derrubou as cotações do dólar comercial, que ficou próximo de sua taxa mínima na conclusão dos negócios.
A moeda americana foi cotada a R$ 1,718 na venda, em declínio de 0,52%. Nas casas de câmbio paulista, o dólar turismo foi trocado por R$ 1,820, em retração de 1,08%.
A taxa de risco-país marca 262 pontos, número 1,50% inferior à pontuação final de ontem.
O Banco Central promoveu seu habitual leilão de câmbio por volta das 12h30 e aceitou ofertas por R$ 1,7269 (taxa de corte).
O mercado deu continuidade ao relativo “otimismo” com a economia americana, sem a concretização do pior cenário -a contaminação dos países periféricos, após o presidente do banco central dos EUA, Ben Bernanke, ter admitido a possibilidade de uma recessão ainda no primeiro semestre.
Profissionais de mercado notam a movimentação de alguns bancos para se desfazer de posições em dólar, a partir da constatação de que a piora da crise americana não fez as cotações dispararem. Esse “desmonte” tem sido gradativo, auxiliado de forma bastante moderada pelo BC, que tem adquirido lotes modestos de moeda no mercado à vista.
Esses profissionais também comentaram a novidade de que o Peru recebeu a classificação de “grau de investimento” pela agência Fitch. “Chegou a circular no mercado o rumor de que o Brasil seria o “próximo”. Realmente, o Peru, por ter uma economia menor, pode ter feito a “lição de casa” antes, enquanto o nosso país, por ter uma economia mais complexa, ficou para depois”, afirma João Gomes, gerente de câmbio da corretora Agente.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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