Uma nova jornada de nervosismo dos investidores com a economia americana forçaram o dólar comercial para o patamar de R$ 1,787 (valor de venda), um acréscimo de 0,78%. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,890 (estável).
“O que nós observamos aqui na corretora foi estrangeiros vendendo ações barbaramente, buscando liquidez onde for possível”, disse João Medeiros, diretor de câmbio da corretora Pioneer. Na interpretação de Medeiros, com a perspectiva de uma recessão nos EUA, os investidores buscaram fazer caixa e minimizar os prejuízos.
“O Dow Jones (índice da Bolsa de Nova York) despencando, o risco-país subindo, tudo isso determina um aumento da aversão ao risco muito grande”, comenta. “E o pior é que não sabemos se o que estamos vendo agora é o final da crise ou se a situação pode ficar mais dramática lá na frente”, acrescenta.
O discurso de Ben Bernanke, titular do banco central americano, detonou uma nova onda de nervosismo da economia americana, ao reforçar a percepção de que o país mais rico do planeta está à beira de uma recessão. Ele defendeu um pacote de estímulos fiscais, ainda que temporário, para animar o nível de atividade e fez ressalvas sobre a evolução dos indicadores de inflação. O BC realizou leilão de câmbio às 15h07 e aceitou ofertas por R$ 1,7844 (taxa de corte). O mercado futuro de juros, que baliza as tesourarias dos bancos, revisou para baixo as taxas projetadas para 2008 e 2009.







