Dólar fecha no maior nível desde 2009

Em: 20 de junho de 2013
Ao longo do dia, a moeda chegou a atingir R$ 2,224 na venda, alta de 2,8%, o que colocou investidores em alerta diante do impacto na economia
Ao longo do dia, a moeda chegou a atingir R$ 2,224 na venda, alta de 2,8%, o que colocou investidores em alerta diante do impacto na economia

A proximidade do início do corte nos estímulos econômicos nos Estados Unidos alimentou um forte clima de aversão ao risco entre os investidores hoje, aumentando a procura pelo dólar, que é considerado uma aplicação mais segura.
Com isso, o dólar à vista -referência para as negociações no mercado financeiro- fechou o dia em alta de 0,67%, para R$ 2,177 na venda. Ao longo do dia, a moeda chegou a atingir R$ 2,224 na venda, alta de 2,8%. Já o dólar comercial -utilizado no comércio exterior- subiu 1,92%, cotado em R$ 2,22 na venda.
O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, manteve seu programa de compra de US$ 85 bilhões em títulos para estimular a economia, mas afirmou que os riscos para o crescimento do país diminuíram.
O presidente do Fed, Ben Bernanke, disse que a autoridade vai começar a diminuir o ritmo de compras mensais de títulos públicos ainda neste ano, diante da persistente melhora nos indicadores econômicos dos EUA.
Segundo Bernanke, o programa de estímulo deve ter fim na metade de 2014, caso as projeções econômicas se confirmem até o período.
“O mercado se assustou com a próximidade do corte nos estímulos. Embora não tenha definido uma data exata para começar a reduzir suas compras de títulos, o Fed disse que deve concluir esse processo na metade do ano que vem. Está perto. Ele basicamente disse que vai deixar de injetar cerca de US$ 1 trilhão na economia americana -e consequentemente global- em um prazo de 12 meses”, avaliou André Perfeito, economista-chefe da Gradual Investimentos.
Para especialistas, o segundo passo do Fed após o corte nos estímulos seria a elevação do juro básico nos EUA, o que deixaria os títulos do Tesouro americano, remunerados pela taxa e considerados de baixo risco, mais atraentes aos investidores globais do que aplicações em emergentes.
“Esse processo reduziria o volume de dólares no mercado mundial. Isso também diminuiria a já fragilizada entrada da moeda americana no Brasil, pressionando a cotação do dólar para cima”, explica Waldir Kiel, operador da H.Commcor.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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