Dólar sobe com tensão externa e fecha a R$ 1,802

Em: 24 de março de 2010
A apreensão dos agentes de mercado com a cena externa deu o tom dos negócios no expediente de hoje
A apreensão dos agentes de mercado com a cena externa deu o tom dos negócios no expediente de hoje

A apreensão dos agentes de mercado com a cena externa deu o tom dos negócios no expediente de hoje. Logo pela manhã, a notícia de que a agência Fitch já considera haver um pouco mais de risco nos títulos da dívida portuguesa gerou nervosismo, fortalecendo o dólar e enfraquecendo o euro e outras moedas.
Assim, o dólar comercial foi vendido por R$ 1,802, em um avanço de 1,29%, nas últimas operações de ontem. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,804 e R$ 1,783. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi vendido por R$ 1,910, em alta de 1,05%.
A agência de classificação de risco Fitch rebaixou o “rating” (nota de risco de crédito) de Portugal, citando preocupações com o deficit orçamentário do país. Há meses, essas agências vêm alertando para a deterioração das contas públicas de algumas das principais economias, a exemplo do Reino Unido, sem esquecer Espanha e Itália.
Após a notícia da Fitch, profissionais de mercado esperavam algum alívio com a divulgação de alguns indicadores importantes nos EUA, o que não ocorreu: tanto os números sobre as vendas de casas novas quanto as encomendas de bens duráveis mostraram desempenhos piores do que o esperado.
No front doméstico, o Banco Central informou que o fluxo cambial do país está negativo em US$ 2.345 bilhões no mês de março, até o dia 19. O resultado também é negativo no acumulado deste ano, em US$ 1,669 bilhões. Nem por esse motivo o BC tem deixado de realizar diariamente seus leilões de compra de moeda. O leilão de hoje foi um pouco mais cedo -às 11h42 (hora de Brasília)-, quando a autoridade monetária aceitou ofertas por R$ 1,7831 (taxa de corte).
No mercado futuro de juros, que serve de referência para os juros bancários, as taxas projetadas voltaram a subir nos contratos mais negociados.
Amanhã, antes do início dos negócios, o Banco Central divulga o teor da ata relativa à reunião da semana passada, quando decidiu por manter a taxa básica de juros em 8,75% ao ano. Economistas do setor financeiro acreditam que na reunião de abril deve haver um ajuste de pelo menos 0,50 ponto percentual, e vão procurar indícios nesse sentido no texto.
No contrato que aponta os juros para outubro de 2010, a taxa prevista passou de 9,76% ao ano para 9,81%; no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada avançou de 10,28% para 10,32%. E no contrato de janeiro de 2012, a taxa projetada passou de 11,65% para 11,69%. Esses números são preliminares e podem sofrer ajustes.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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