Dólar tem queda generalizada com comentários de autoridades do Fed

Em: 4 de outubro de 2010
O dólar caiu em relação aos seus principais rivais, com as especulações sobre potenciais medidas de estímulo adicionais do Federal Reserve tirando a atenção dos dados econômicos positivos dos Estados Unidos divulgados ontem
O dólar caiu em relação aos seus principais rivais, com as especulações sobre potenciais medidas de estímulo adicionais do Federal Reserve tirando a atenção dos dados econômicos positivos dos Estados Unidos divulgados ontem

O dólar caiu em relação aos seus principais rivais, com as especulações sobre potenciais medidas de estímulo adicionais do Federal Reserve tirando a atenção dos dados econômicos positivos dos Estados Unidos divulgados ontem.
O presidente do Fed de Nova York, William Dudley, disse que o banco central deve, certamente, ter de oferecer novos estímulos para que o já frágil crescimento econômico não vacile ainda mais. “A situação atual é totalmente insatisfatória. Tanto o nível atual de desemprego como a inflação, e a previsão para eles voltarem para níveis consistentes com a nossa função, são inaceitáveis”. Já o presidente do Fed de Chicago, Charles Evans, que atualmente não é um membro com poder de voto no Comitê de Mercado Aberto do Fed (Fomc, na sigla em inglês), disse que medidas adicionais para estimular a economia são desejáveis, mas que isso exige “ferramentas não convencionais”, visto que os EUA podem estar em uma “armadilha de liquidez”.
Ontem, o ISM (Instituto para Gestão de Oferta) divulgou que o índice de atividade do setor de manufatura dos EUA caiu para 54,4 em setembro, de 56,3 em agosto, mas ficou acima das estimativas, de 54.
Os gastos do consumidor aumentaram 0,4% em agosto, enquanto a renda pessoal avançou 0,5%. Enquanto isso, o índice de sentimento do consumidor norte-americano, medido pela Reuters/Universidade de Michigan, recuou para 68,2 em setembro, de 68,9 em agosto.
Mas esses dados não conseguiram impulsionar o dólar, com o euro tocando a máxima em seis meses durante a sessão, acima de US$ 1.37.
“O dado do ISM ficou basicamente estável e realmente não deu uma direção aos participantes do mercado, mas os comentários das autoridades do Fed exacerbaram a situação e ajudaram o dólar a consolidar uma série prolongada de quedas”, disse Amelia Bourdeau, estrategista sênior para moedas do G-10 do UBS.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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