Doutora critica desinformação sobre região

Em: 28 de novembro de 2008
Autora de 13 livros, Cremilda Medina disse que veio a Manaus pela segunda vez, a primeira em 1972, e destacou a falta de conhecimento dos brasileiros, e dos jornalistas do Sul/Sudeste em particular, sobre a realidade da região amazônica
Autora de 13 livros, Cremilda Medina disse que veio a Manaus pela segunda vez, a primeira em 1972, e destacou a falta de conhecimento dos brasileiros, e dos jornalistas do Sul/Sudeste em particular, sobre a realidade da região amazônica

A 3ª Semana de Estudos da Comunicação da FBN (Faculdade Boas Novas) que teve sua abertura oficial na segunda-feira, 24, apresentou como primeira palestrante a professora doutora Cremilda Medina, jornalista e pesquisadora da ECA/USP (Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo), que falou sobre o tema “ O Compromisso Social do Jornalismo”, enfoque principal da semana acadêmica da FBN neste ano.
Autora de 13 livros, Cremilda Medina disse que veio a Manaus pela segunda vez, a primeira em 1972, e destacou a falta de conhecimento dos brasileiros, e dos jornalistas do Sul/Sudeste em particular, sobre a realidade da região amazônica.
A doutora iniciou sua explanação dizendo que a responsabilidade social é uma questão inerente a qualquer profissão e ao convívio humano. Cremilda Medina rememorou o início de sua vida profissional, nos anos 1960, e não deixou de fora a ironia que às vezes a vida comete contra as pessoas ao contar que os jovens estudantes de sua época tinham o desejo de trabalhar para melhorar a qualidade de vida e combater as injustiças sociais no país. Entretanto, a ironia reside no fato de o diploma recebido quando graduou em jornalismo ter exatamente a data de 31 de março de 1964, quando começavam os anos de chumbo da ditadura militar.
Cremilda Medina afirmou que, na época, permaneceu no país e optou pela responsabilidade de manter o compromisso com os ideais da juventude, sem enveredar pelo caminho da individualidade e apenas construir uma carreira, mas, sim, fazer resistência usando para isto o estudo e a pesquisa. Para Cremilda Medina “ser professora na universidade não é só reproduzir o que já se sabe fazer como jornalista”. Ela arremata dizendo que “os problemas da formação do jornalista são mais sofisticados, embora todas as profissões tenham compromissos éticos e sociais”.
Para a professora Cremilda, empresas mais robustas conseguem ter maior facilidade em lidar com as três forças enumeradas acima. Ao pregar que os jovens estudantes de comunicação devem criar seus espaços no ambiente de trabalho, ela advoga que o jornalista não deve ser um ‘técnico’ ou ‘office-boy’ da notícia, mas ser autor da mediação social do presente e interpretar a realidade para seu público leitor por ser muito mais complicado.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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