Para se ter uma idéia do problema que acomete o canal Farma, de acordo com a 7ª Avaliação de Perdas no Varejo, realizada pelo Provar/Fia, os furtos em drogarias representam 64,2% das causas de perdas desse segmento.
Os furtos internos, praticados por colaboradores, funcionários e fornecedores são responsáveis por 33,9% das perdas. Já os externos, cometidos por pessoas mal-intencionadas, respondem por 30,3% dos prejuízos.
“Realmente os furtos nesse setor são alarmantes em função do valor dos produtos e também da facilidade com que podem ser comercializados no mercado paralelo.
Notamos uma preocupação cada vez maior desse setor no combate a esse problema, inclusive com a utilização de sistemas eletrônicos de vigilância, considerados ferramentas essenciais ao varejista, uma vez que inibem a ação das pessoas mal intencionadas”, ressaltou Luciano Raposo, gerente da divisão de negócios da Plastrom Sensormatic (www.sensorbrasil.com.br), empresa especializada em soluções de segurança eletrônica para o mercado corporativo.
“É um investimento que compensa, pois reduz de imediato os furtos, aumentando a curto e médio prazos a competitividade e a lucratividade das lojas”, ainda disse Raposo sobre o reforço na segurança.
Setores avaliados
O levantamento do Provar analisou 51 empresas de diversos setores do varejo, perfazendo mais de 5.000 lojas. Desse total, 56,9% eram supermercados, 19,6% drograrias, 7,8% da área de alimentação, 5,9% de eletroeletrônicos e 9,8% de outros segmentos.
O remédio encontrado pelo setor Farma para combater tanta dor de cabeça gerada pelos furtos é o investimento em prevenção de perdas, que vai desde a adoção de sistemas de segurança até maior cuidado no momento da contratação de um funcionário.
Para coibir os furtos do lado de dentro do balcão, treinamento em prevenção de perdas para colaboradores (44,4%), software de monitoramento e acompanhamento de perdas (33,3%) e introdução de processos mais cuidadosos no recrutamento (22,2%) estão entre os itens elencados dentro do programa de prevenção de perdas das drogarias.
Segurança eletrônica
Já do lado das soluções em segurança, a pesquisa mostrou que entre as principais formas de proteção utilizadas estão os CFTV (Circuito Fechado de TV) com 70% e etiquetas eletrônicas com 50%. A etiquetagem na origem, que poderia ser um grande aliado no segmento, entretanto, corresponde a 0% das medidas nas lojas pesquisadas.
“Grandes empresas, como os fabricantes de protetores solares, já estão adotando o sistema de etiquetagem na origem, mas alguns setores do varejo ainda não despertaram para suas vantagens”, ressaltou Thais Papin, do NEO (Núcleo de Etiquetagem na Origem). Com a etiquetagem na origem é possível reduzir de 20% a 30% os custos operacionais dos varejistas e aumentar as vendas em até 40%, pois permite que os produtos, antes confinados em áreas segregadas, passem a ficar expostos à mão do consumidor.
De acordo com levantamento do NEO, entre os produtos mais furtados no varejo em geral e que também são encontrados nas drograrias estão aparelhos de barbear, cremes hidrantes, maquiagem, protetores solares e tintura para cabelos.







