E-commerce em alta ajuda lojas físicas

Em: 27 de dezembro de 2016
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O e-commerce brasileiro só tem a comemorar este ano. As vendas online neste mês de dezembro, apesar do cenário econômico desfavorável, devem atingir um crescimento nominal de 22% em relação a 2014, alcançando um faturamento de R$ 7,2 bilhões. A estimativa é da E-bit/Buscapé, unidade especializada em informações do comércio eletrônico do Buscapé Company. Além da perspectiva de crescimento, setor comemora mais uma vantagem da loja virtual: ela ajuda as vendas nas lojas físicas. Boa notícia para quem trabalha nas duas modalidades.
Segundo a pesquisa da E-bit/Buscapé, a quantidade de pedidos também crescerá e deve chegar a 16,7 milhões de encomendas, um aumento de 10% em comparação ao mesmo período do ano passado, assim como o tíquete médio, que será de R$ 429,00, um aumento de 11%. O mobile commerce (compras originadas por smartphones e tablets) terá uma participação de 12,2% nas transações, índice acima do registrado em todo o primeiro semestre do ano, de 10,1%.
De acordo com o diretor executivo da E-bit/Buscapé, André Ricardo Dias só neste Natal a alta nas vendes deu-se por alguns fatores, como: “O aumento no volume de pedidos, apoiado pelo excelente resultado da Black Friday, além do crescimento do número de e-consumidores que, após permanecerem sem realizar pedidos pela internet nos últimos seis meses, devem efetivar alguma compra nesse período de festas”, constata ele.
O setor de e-commerce acabou se beneficiando com as boas vendas da campanha de Black Friday, no final de novembro, que é considerado no período de vendas para o Natal (entre 15/11 e 24/12). O sucesso das ofertas representa 42% do faturamento natalino, já que as vendas foram de R$ 3,02 bilhões (em cinco dias de promoções), como informou a E-bit/Buscapé na época.
Em Manaus, algumas lojas virtuais aproveitaram o aquecimento da Campanha Black Friday de novembro, e continuaram suas vendas a todo vapor, conseguindo, inclusive, aquecer as vendas nas outras plataformas. A exemplo das lojas virtuais, as unidades físicas de negócios como a OGL Infor; Hey Ho, Let’s go; Conrado Artes e Amazon Print também estão se dando bem.
De acordo com o diretor financeiro da loja OGL Infor, Erick Sergio, as vendas e-commerce de produtos de informática foram instáveis este ano. Porém, reforçaram a divulgação das vendas na loja física, localizada na avenida Japurá, no bairro Praça 14. “Tivemos três meses de boas vendas na loja. Principalmente de máquinas, notebooks e assessórios de informática. E muitos dos nossos clientes disseram que acompanhavam, através do site, nossas promoções de final de ano. Não tivemos uma boa pedida online, mas que a nossa loja online gerou o interesse dos nossos clientes a virem à loja, isso aconteceu”, ressaltou ele.
Já a proprietária da loja Hey Ho, Let’s Go, Audi Souza, as vendas de suas camisetas estiveram bem aquecidas neste final de ano. “Tivemos um aumento de 10% nas vendas, em relação ao ano passado, quando a crise deu seus primeiros sinais. Só até agora, já vendemos 60 camisas, dez a mais que os meses anteriores a novembro, que foi de 40 a 50 unidades. Acho que esse resultado é o fruto de muito trabalho e confiabilidade dos nossos clientes na compra de nossas camisas”
A loja Hey Ho, Let’s go vende nos valores que variam de R$ 39 a R$ 70 a unidade, para o público de todas as idades e a entrega das camisas, é em domicílio. Sua pagina pode ser encontrada nas redes sociais, facebook e instagram e chega a fechar o caixa por mês de R$ 3 a R$ 4 mil.

Festas online

Já no setor de artigos para festas como: convites, cartões, sacolas personalizadas, a loja virtual Conrado Artes, tiveram suas vendas online satisfatórias.
Segundo a proprietária da loja, Jéssica Conrado, os convites de casamento e placas com frases foram os produtos que mais tiveram saída. “O convite de casamento no papel perolado, no tamanho 14/21, que custa R$ 4 foi o que teve mais saída neste final de ano. Três casamentos já encomendaram, solicitaram a confecção deste tipos de convite para este final do ano”.
Só no final do ano, a micro empresária disse que suas vendas já geraram uma renda pra ela de R$1.500 a R$2.000. “Estamos no mercado há três anos, e vejo que já conseguimos um público seleto, mesmo sendo uma loja virtual. Espero que possamos crescer muito mais no próximo ano”, ressaltou Jéssica.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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