O e-commerce brasileiro só tem a comemorar este ano. As vendas online neste mês de dezembro, apesar do cenário econômico desfavorável, devem atingir um crescimento nominal de 22% em relação a 2014, alcançando um faturamento de R$ 7,2 bilhões. A estimativa é da E-bit/Buscapé, unidade especializada em informações do comércio eletrônico do Buscapé Company. Além da perspectiva de crescimento, setor comemora mais uma vantagem da loja virtual: ela ajuda as vendas nas lojas físicas. Boa notícia para quem trabalha nas duas modalidades.
Segundo a pesquisa da E-bit/Buscapé, a quantidade de pedidos também crescerá e deve chegar a 16,7 milhões de encomendas, um aumento de 10% em comparação ao mesmo período do ano passado, assim como o tíquete médio, que será de R$ 429,00, um aumento de 11%. O mobile commerce (compras originadas por smartphones e tablets) terá uma participação de 12,2% nas transações, índice acima do registrado em todo o primeiro semestre do ano, de 10,1%.
De acordo com o diretor executivo da E-bit/Buscapé, André Ricardo Dias só neste Natal a alta nas vendes deu-se por alguns fatores, como: “O aumento no volume de pedidos, apoiado pelo excelente resultado da Black Friday, além do crescimento do número de e-consumidores que, após permanecerem sem realizar pedidos pela internet nos últimos seis meses, devem efetivar alguma compra nesse período de festas”, constata ele.
O setor de e-commerce acabou se beneficiando com as boas vendas da campanha de Black Friday, no final de novembro, que é considerado no período de vendas para o Natal (entre 15/11 e 24/12). O sucesso das ofertas representa 42% do faturamento natalino, já que as vendas foram de R$ 3,02 bilhões (em cinco dias de promoções), como informou a E-bit/Buscapé na época.
Em Manaus, algumas lojas virtuais aproveitaram o aquecimento da Campanha Black Friday de novembro, e continuaram suas vendas a todo vapor, conseguindo, inclusive, aquecer as vendas nas outras plataformas. A exemplo das lojas virtuais, as unidades físicas de negócios como a OGL Infor; Hey Ho, Let’s go; Conrado Artes e Amazon Print também estão se dando bem.
De acordo com o diretor financeiro da loja OGL Infor, Erick Sergio, as vendas e-commerce de produtos de informática foram instáveis este ano. Porém, reforçaram a divulgação das vendas na loja física, localizada na avenida Japurá, no bairro Praça 14. “Tivemos três meses de boas vendas na loja. Principalmente de máquinas, notebooks e assessórios de informática. E muitos dos nossos clientes disseram que acompanhavam, através do site, nossas promoções de final de ano. Não tivemos uma boa pedida online, mas que a nossa loja online gerou o interesse dos nossos clientes a virem à loja, isso aconteceu”, ressaltou ele.
Já a proprietária da loja Hey Ho, Let’s Go, Audi Souza, as vendas de suas camisetas estiveram bem aquecidas neste final de ano. “Tivemos um aumento de 10% nas vendas, em relação ao ano passado, quando a crise deu seus primeiros sinais. Só até agora, já vendemos 60 camisas, dez a mais que os meses anteriores a novembro, que foi de 40 a 50 unidades. Acho que esse resultado é o fruto de muito trabalho e confiabilidade dos nossos clientes na compra de nossas camisas”
A loja Hey Ho, Let’s go vende nos valores que variam de R$ 39 a R$ 70 a unidade, para o público de todas as idades e a entrega das camisas, é em domicílio. Sua pagina pode ser encontrada nas redes sociais, facebook e instagram e chega a fechar o caixa por mês de R$ 3 a R$ 4 mil.
Festas online
Já no setor de artigos para festas como: convites, cartões, sacolas personalizadas, a loja virtual Conrado Artes, tiveram suas vendas online satisfatórias.
Segundo a proprietária da loja, Jéssica Conrado, os convites de casamento e placas com frases foram os produtos que mais tiveram saída. “O convite de casamento no papel perolado, no tamanho 14/21, que custa R$ 4 foi o que teve mais saída neste final de ano. Três casamentos já encomendaram, solicitaram a confecção deste tipos de convite para este final do ano”.
Só no final do ano, a micro empresária disse que suas vendas já geraram uma renda pra ela de R$1.500 a R$2.000. “Estamos no mercado há três anos, e vejo que já conseguimos um público seleto, mesmo sendo uma loja virtual. Espero que possamos crescer muito mais no próximo ano”, ressaltou Jéssica.







