Economia brasileira perde força entre os demais Brics

Em: 8 de setembro de 2015
A economia brasileira sofreu um duro golpe da crise global no trimestre passado e ficou em uma posição desfavorável em relação aos demais Brics (grupo de países emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia e China)
A economia brasileira sofreu um duro golpe da crise global no trimestre passado e ficou em uma posição desfavorável em relação aos demais Brics (grupo de países emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia e China)

A economia brasileira sofreu um duro golpe da crise global no trimestre passado e ficou em uma posição desfavorável em relação aos demais Brics (grupo de países emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia e China). Segundo divulgado ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o PIB brasileiro registrou no quarto trimestre de 2008 uma queda de 3,6% em relação ao terceiro trimestre, o maior recuo da série histórica, iniciada em 1996.
Entre o terceiro e o quarto trimestres, o PIB brasileiro recuou, assim, 5,3 pontos percentuais. Já em relação ao quarto trimestre de 2007, houve expansão de 1,3%. No ano, o Brasil apresentou crescimento de 5,1%.
Na Índia, o crescimento da economia no quarto trimestre do ano passado (terceiro trimestre do ano fiscal do país, que termina no próximo dia 31) foi de 5,3%, contra os 7,6% vistos um trimestre antes -um recuo de 2,3 pontos percentuais, menor que o do Brasil. A desaceleração em relação ao quarto trimestre de 2007 foi mais expressiva -naquele período, a economia tinha crescido 8,9%.
A economia da China, por sua vez, teve um crescimento de 6,8% no quarto trimestre do ano passado, na comparação com o mesmo trimestre um ano antes. Foi o pior desempenho chinês para um trimestre em sete anos. Entre o terceiro e o quarto trimestres, o recuo na economia chinesa foi de 3,1 pontos percentuais (o crescimento no terceiro trimestre do ano passado foi de de 9,9%). A Rússia ainda não divulgou os dados sobre seu PIB referentes ao último trimestre de 2008. O país teve crescimento de 8,1% em 2007, e a previsão para 2008 é de um PIB de 6,2%, o menor desde 2002, quando houve expansão de 4,7%. Para este ano, a expectativa é de uma retração de 0,7%, com recuperação apenas em 2010, quando a economia deverá crescer 1,3%.
O primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, afirmou no fim do mês passado que 2009 será um ano “difícil” para o país, mas que não acontecerá uma catástrofe. “Este ano será difícil, mas não acontecerá nenhuma catástrofe. Estamos em condições de controlar a situação e a controlaremos”, disse Putin, segundo a agência Itar-Tass.
Para este ano, a expectativa do FMI (Fundo Monetário Internacional) para o Brasil, segundo dados divulgados no fim de janeiro, é de crescimento de 1,8%. A equipe do Ministério da Fazenda, por sua vez, já admite internamente que o crescimento do Brasil neste ano deverá ficar entre 2,5% e 2%, -muito abaixo dos 4% que o ministro Guido Mantega aponta publicamente como “meta” para 2009.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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