Economia da Espanha retrocede pela primeira vez nos últimos 15 anos

Em: 3 de novembro de 2008
A economia espanhola retrocedeu 0,2% no terceiro trimestre deste ano com relação ao trimestre anterior, a primeira queda registrada nos últimos 15 anos, segundo dados preliminares divulgados na sexta-feira pelo Banco da Espanha
A economia espanhola retrocedeu 0,2% no terceiro trimestre deste ano com relação ao trimestre anterior, a primeira queda registrada nos últimos 15 anos, segundo dados preliminares divulgados na sexta-feira pelo Banco da Espanha

A economia espanhola retrocedeu 0,2% no terceiro trimestre deste ano com relação ao trimestre anterior, a primeira queda registrada nos últimos 15 anos, segundo dados preliminares divulgados na sexta-feira pelo Banco da Espanha (autoridade monetária do país).
O arrefecimento do PIB (Produto Interno Bruto) entre julho e setembro representa o primeiro registro trimestral negativo da economia espanhola desde o segundo trimestre de 1993, quando o PIB caiu 0,3%, e foi registrado depois do crescimento de 0,1% no segundo trimestre e de 0,3% no primeiro, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística espanhol. Em seu boletim de outubro, o Banco da Espanha atribuiu o retrocesso da economia do país ao enfraquecimento da demanda interna e à intensificação da crise financeira. A economia da Espanha entrará em recessão se o retrocesso do PIB se repetir no quarto trimestre do ano.
O crescimento anualizado do PIB foi de apenas 0,9%, a metade que o registrado no segundo trimestre. A forte moderação da demanda interna, consumo e investimento, que só cresceu três décimos (frente ao 1,5 ponto do segundo trimestre), explicam este enfraquecimento da economia. A instabilidade nos mercados financeiros foi determinante para o resultado. O Banco da Espanha afirma que a piora das condições de financiamento e da confiança contribuiu para “frear o avanço da atividade”, e os episódios “mais agudos” da crise das últimas semanas “poderiam ter inibido o crescimento econômico adicionalmente”.
O organismo adverte que tanto o consumo privado quanto o investimento caíram neste terceiro trimestre, mas não especifica quanto. Por trás do enfraquecimento do consumo das famílias, diz, estão a perda de confiança, a deterioração do emprego e a menor renda disponível, diante da alta inflação.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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