A situação econômica de Manaus em março de 2008 foi superior à registrada no mesmo mês do ano passado. Essa foi uma das conclusões da Pesquisa de Intenção de Compra e Confiança do Consumidor, realizada pelo Ifpeam (Instituto Fecomércio de Pesquisas Empresariais do Amazonas). Das 400 pessoas consultadas pela entidade, 46,75% afirmaram que a atual conjuntura estava um pouco ou muito melhor. Para 36%, a situação estava igual e 17,25% afirmaram que estava um pouco ou muito pior.
Os consumidores também se mostraram otimistas em relação ao próximo semestre. No total, 41,75% acreditam que a economia da capital amazonense vai estar um pouco ou muito melhor dentro de seis meses, enquanto que 49% disseram que a situação econômica vai permanecer inalterada. Somente 9,25% dos entrevistados afirmaram que estará um pouco ou muito pior comparada à atual conjuntura.
No entanto, a maioria das pessoas consultadas (71,25%) pelo Ifpeam informou que sua situação financeira não sofreu alterações em relação ao mês anterior. De acordo com 23,5% dos consumidores, a receita familiar estava um pouco ou muito melhor em março do que em fevereiro deste ano. Já para 5,25%, o rendimento estava inferior ao computado no mês passado.
Estabelecendo analogia da situação financeira nos últimos seis meses, os consumidores ficaram divididos. Segundo 50,75% dos entrevistados, sua condição econômica da família permaneceu igual. Em contrapartida, 41,5% revelaram que estavam financeiramente melhores comparando ao semestre passado. Apenas 7,75% informaram que a situação piorou.
A expectativa da maioria dos consumidores para abril é de estabilidade. Dos entrevistados, 56,75% acreditam que haverá melhorias em seu rendimento neste mês, ou seja, permanecerá igual. Enquanto que 42,75% esperam que a receita esteja um pouco ou muito melhor em abril.
Porém, a projeção dos entrevistados para os próximos seis meses é otimista. Das 400 pessoas entrevistas, 75,25% acreditam que estará um pouco ou muito melhor. Para 23,75% vai estar igual e apenas 1% acredita que a situação financeira estará pior.
O assessor econômico da Fecomércio-AM (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas, José Fernando Pereira da Silva, explicou que os aspectos positivos das expectativas de melhoria de renda tanto em curto quanto a médio prazo se deve às novas políticas de crédito e a equilíbrio da moeda brasileira. “Com a entrada de novos produtos no mercado, surgiram mais oportunidades de negócios, o que contribui para a estabilidade e elevação desses indicadores”, disse.
Empregos oferecidos
Sobre as oportunidades de emprego em Manaus, 52,5% dos consumidores consultados informaram que estava um pouco ou mais difícil conseguir um emprego em março deste ano ante ao igual mês de 2007. Já 33% dos entrevistados disseram que estava um pouco ou mais fácil empregar-se. Somente 14,5% afirmaram que as chances de arranjar emprego continuavam as mesmas.
Para o trimestre seguinte, a perspectiva do consumidor manauara permanece pessimista. A maioria (46,5%) acredita que em três meses vai estar um pouco ou mais difícil obter um emprego. Já 31% das 400 pessoas entrevistadas disseram que conseguir empregar-se estará um pouco ou muito mais fácil. Mas, segundo 22,5% dos consumidores, a possibilidade de arranjar emprego permanece inalterada.
Intenção de compra
Após o período de volta às aulas, o foco da intenção de compra do consumidor retornou para os bens de consumo de natureza pessoal. O segmento de vestuário (23,75%) liderou a preferência dos entrevistados, seguido pelas utilidades domésticas (12,75%). Em terceiro e quarto lugares ficaram os calçados (10,75%) e móveis e peças de decorações (7%). Somente 5% das pessoas entrevistadas optaram por artigos dentro dos setores de cinema/foto/som e 4,7% pela compra de celulares.
O consultor econômico da Fecomércio comentou que houve oscilações em todos os ramos durante o período estudado. “A avaliação é essencial






