A economia da União, Estados e municípios para pagar os juros da dívida pública (superávit primário) bateu novo recorde de arrecadação nos primeiros sete meses do ano.
O superávit primário acumulado entre janeiro e julho ficou em R$ 98,225 bilhões, o equivalente a 6,01% do PIB (Produto Interno Bruto) do período, segundo dados divulgados pelo Banco Central.
Apesar do recorde, houve desaceleração no resultado, que até junho estava em 6,19% do Produto Interno Bruto.
Além disso, pela segunda vez no acumulado do ano, o pagamento dos juros da dívida superou o superávit primário.
Nos sete primeiros meses de 2008, o pagamento de juros foi de R$ 106,8 bilhões. Descontado o superávit primário de R$ 98,225 bilhões, houve um déficit de R$ 8,578 bilhões nas contas públicas, equivalente a 0,53% do PIB.
Aceleração do resultado
A meta de superávit primário para o ano é de 3,8% do PIB. Nos últimos 12 meses, o governo fez um superávit de R$ 120,3 bilhões (4,38% do PIB). Nessa comparação, houve aceleração do resultado, que estava em 4,27% até o mês de junho passado.
Além disso, o governo federal já informou que vai economizar mais R$ 14,2 bilhões (0,5% do PIB) para fazer uma poupança para momentos de crise. Esse dinheiro ficará depositado no Fundo Soberano do Brasil, que será todo administrado pelo Ministério da Fazenda.
Esse dinheiro poderá ser utilizado no futuro para pagamento da dívida ou gastos do governo.
Dinheiro dos impostos
A arrecadação de impostos e contribuições acima do previsto pelo governo é a principal responsável pelo aumento do superávit primário neste ano em relação ao mesmo período de 2007.
Na comparação entre junho e julho, o superávit primário passou de R$ 11,166 bilhões para R$ 12,109 bilhões. No mês passado, o pagamento de juros (R$ 18,777 bilhões) superou o superávit primário, o que gerou um déficit nominal de R$ 6,668 bilhões.
Governo central
O maior responsável pelo aumento da arrecadação foi o governo central (Tesouro, Previdência e Banco Central), cujo superávit teve crescimento de R$ 7,067 bilhões para R$ 7,774 bilhões nessa comparação. As estatais também fizeram uma economia maior: de R$ 1 bilhão para R$ 1,5 bilhão. Estados e municípios diminuíram sua contribuição mensal, de R$ 3,1 bilhões para R$ 2,85 bilhões.







