Os dados da balança comercial dos EUA em maio trouxeram notícias ainda mais negativas para a economia norte-americana, levando uma série de economistas a reduzir novamente as estimativas de crescimento para o segundo trimestre A Barclays Capital previa um crescimento robusto do PIB de 4,5% no segundo trimestre e rebaixou sua previsão para 3,5%. O Crédit Suisse anunciou que sua estimativa de 3,8% para o segundo trimestre enfrenta um “risco de baixa” que será esclarecido nos próximos dias com a divulgação dos dados de gastos com consumo e estoques das empresas. O JPMorgan Chase baixou sua previsão para o PIB do segundo trimestre de 3,2% para uma taxa anual de 2,5%.
Na terça-feira, o governo anunciou que o déficit comercial dos EUA saltou em maio para o nível mais alto em 18 meses, atingindo US$ 42,27 bilhões, de US$ 40,32 bilhões em abril. As exportações cresceram – dado favorável ao crescimento dos EUA -, mas as importações ultrapassaram esse ganho, em parte devido a outra ampliação no déficit comercial com a China, uma questão politicamente controvertida.
As reduções mais recentes nas previsões para o PIB deixam uma incerteza sobre se a economia dos EUA está passando por uma desaceleração temporária, depois de um movimento de saída da recessão, ou se a estagnação recente representa algo pior. As estimativas de crescimento rebaixadas aparecem em um clima de pessimismo crescente sobre a perspectiva. Os dados recentes foram mais fracos.
Os tipos de estimativas que os economistas estão atribuindo ao segundo trimestre colocam o crescimento perto de sua tendência histórica de longo prazo. A maioria concorda que a única maneira pela qual a taxa de desemprego cairá significativamente e as folhas de pagamento crescerão é pelo crescimento sustentável, acima da tendência. Se a economia não puder atingir esse nível, o desemprego vai persistir, minando a sustentação que os gastos do consumidor podem oferecer. O presidente do Federal Reserve Bank de Boston, Eric Rosengren, reafirmou ao Wall Street Journal na terça-feira sua preocupação “de que o segundo semestre seja um pouco mais fraco do que previmos há alguns meses”. Ele disse que o ideal seria que a economia crescesse cerca de 4%, de modo a reduzir a taxa de desemprego, mas agora “é bem possível que estejamos na faixa de 2% a 3%”.
Economistas americanos rebaixam previsões para PIB
Em: 15 de julho de 2010
Os dados da balança comercial dos EUA em maio trouxeram notícias ainda mais negativas para a economia norte-americana, levando uma série de economistas a reduzir novamente as estimativas de crescimento para o segundo trimestre
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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