Economistas aumentam previsão do PIB para 2023 em 0,25 ponto percentual

Em: 6 de setembro de 2023

De acordo com o relatório divulgado pelo BC (Banco Central) nesta segunda-feira (4), os economistas revisaram para cima a previsão de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) deste ano, aumentando em 0,25 ponto percentual.

O boletim Focus aponta agora uma expectativa de 2,56% para o crescimento da economia brasileira, em comparação com a semana anterior, quando estava em 2,31%. No entanto, houve uma leve piora na perspectiva para 2024, caindo de 1,33% para 1,32%, enquanto as previsões para 2025 (1,90%) e 2026 (2%) permaneceram estáveis.

Esse aumento de 0,25 ponto percentual é o maior desde 19 de junho deste ano, quando houve um aumento de 0,30 ponto percentual em relação à semana anterior.

A divulgação do relatório ocorre após o Congresso aprovar o arcabouço fiscal e o anúncio do aumento de 0,9% no PIB do segundo trimestre deste ano em comparação com o trimestre anterior, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Isso marca a oitava alta consecutiva, resultando em um crescimento acumulado de 3,2% nos últimos quatro trimestres.

Esse resultado superou as expectativas do mercado, que estimava um crescimento de 0,4%, de acordo com a agência Bloomberg. Como resultado, várias instituições financeiras e consultorias revisaram suas projeções para cima, e os analistas também aumentaram a previsão de inflação para este ano (de 4,90% para 4,92%) e para 2024 (de 3,87% para 3,88%).

A meta oficial de inflação para 2023 é de 3,25%, e para os anos de 2024, 2025 e 2026 é de 3,00%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

As perspectivas para a taxa de câmbio e a taxa básica de juros para este ano permaneceram em R$ 4,98 e 11,75%, respectivamente.

Fernando Haddad, ministro da Fazenda, expressou otimismo, esperando um crescimento de 3% na economia brasileira este ano. Outros líderes, como Luiz Inácio Lula da Silva, Simone Tebet e Dario Durigan, também compartilharam declarações otimistas em relação à economia.

Apesar do resultado positivo do PIB, Haddad destacou a necessidade de observar o terceiro trimestre, após o deficit primário de R$ 35,93 bilhões nas contas do governo federal em julho, o segundo pior da série histórica iniciada em 1997. A queda real nas receitas líquidas, descontados os repasses a Estados e municípios, foi de 5,3% em julho, devido a recuos na arrecadação de Imposto de Renda, CSLL (Contribuição Social sobre Lucro Líquido) e ganhos com dividendos e exploração de recursos naturais.

Haddad expressou preocupação com a atividade econômica no terceiro trimestre, ressaltando a importância de acompanhar sua evolução. Ele espera uma análise mais detalhada do Tesouro Nacional para entender as razões por trás da queda nas receitas.

As informações são da Folha.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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