A expectativa para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que serve como meta de inflação, subiu pela 16ª semana seguida. O índice deve fechar o ano a 6,48%, acima dos 6,40% esperados até a semana passada. Se confirmado, o indicador ficaria acima do centro da meta de inflação para este ano, que é de 4,5%, mais ainda dentro do teto da meta, de 6,5%. Para 2009, a previsão para o IPCA subiu de 4,91% para 5%.
Os demais indicadores de inflação pesquisados pela instituição também tiveram as projeções para 2008 elevadas pelo mercado. O maior destaque foram os IGPs, que servem de base para o reajuste de aluguéis e tarifas.
A expectativa do mercado para o IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) subiu de 11,41% para 11,66%; o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) teve a previsão aumentada de 11,25% para 11,92%; e o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômica) ficaria em 6,51%, ante 6,33% da semana anterior.
Os economistas mantiveram a previsão de que a taxa básica de juros termine 2008 em 14,25% ao ano, feita na semana passada. Para o final de 2009, a estimativa é de a Selic estaria em 13,50% ao ano. No começo de junho, o Copom (Comitê de Política Monetária) aumentou a taxa básica de juros de 11,75% para 12,25% ao ano. Na ata da reunião, os diretores do banco dizem que continuarão aumentando os juros “enquanto for necessário’’.
Agora, o mercado espera um aumento para 12,75% na reunião do Copom do final de julho; para 13,25% na reunião no início de setembro; 13,75% em outubro; e para 14,25% em dezembro (o Copom se reúne a cada 45 dias aproximadamente).
A previsão para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) se manteve em 4,80% em 2008. Para 2009, foi mantida a taxa de 4%.
A estimativa para o dólar americano ficou em torno de R$ 1,65 no final deste ano. Para dezembro de 2009, a previsão foi mantida em R$ 1,75.
Economistas prevêem inflação no limite da meta em 2008
Em: 15 de julho de 2008
A previsão para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) se manteve em 4,80% para este ano. Para 2009, foi mantida a taxa de 4%.
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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