Economistas reduzem mais uma vez a previsão de inflação

Em: 25 de agosto de 2009
Os economistas consultados pelo Banco Central na pesquisa semanal Focus reduziram novamente a previsão para os principais indicadores de inflação em 2009
Os economistas consultados pelo Banco Central na pesquisa semanal Focus reduziram novamente a previsão para os principais indicadores de inflação em 2009

Os economistas consultados pelo Banco Central na pesquisa semanal Focus reduziram novamente a previsão para os principais indicadores de inflação em 2009.
A estimativa para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que serve como meta para o BC, passou de 4,37% para 4,32%. É a quarta semana seguida de queda. A meta de inflação é de 4,50%, podendo chegar a 6,5% no intervalo de tolerância (teto da meta). Para 2010, a estimativa ficou em 4,30%.
A expectativa do mercado para o IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) passou de uma queda de 0,31% para uma deflação de 0,57%. Para o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), recuou de -0,63% para -0,73%. Os dois indicadores servem de referência para o reajuste de contratos e preços administrados, entre eles, tarifas e aluguéis.
Para o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômica), a previsão passou de 4,11% para 4,12%. Para 2010, as previsões para os IGPs e para o IPC-Fipe as previsões se mantiveram em 4,5%.

Previsão para o PIB

A pesquisa mostra também uma melhora na previsão de queda do PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas no país) para este ano. A estimativa passou de -0,34% para -0,30%. Para 2010, subiu de 3,80% para 4%. Houve melhora na expectativa em relação à produção industrial, de uma retração de 7,18% para um resultado negativo de 7,05% neste ano.
Em relação à taxa básica de juros (Selic) da economia, foi mantida a previsão de que essa taxa de juros deve continuar inalterada em 8,75% ao ano até 2010, quando os juros voltariam a subir durante as reuniões realizadas pelo Copom (Comitê de Política Monetária), do BC (Banco Central).
A estimativa para o dólar no fim deste ano ficou em R$ 1,85. Houve melhora nas previsões para o superávit da balança comercial (de US$ 23 bilhões para US$ 23.7 bilhões) e para o déficit nas transações correntes (de US$ 15 bilhões para US$ 14.55 bilhões). A expectativa para os investimentos estrangeiros diretos ficou em US$ 25 bilhões. Para a relação dívida/PIB, o resultado passou de 42% para 42,25%.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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