Editorial: Escalda da violência social e a confiança perdida no aparelho de segurança

Em: 13 de novembro de 2012
A população manauara vive cada vez mais a pressão do medo diante do clima de insegurança imposto pelo crime organizado e a violência social, esta, inclusive, já tendo ultrapassado o limite da capacidade cívica
A população manauara vive cada vez mais a pressão do medo diante do clima de insegurança imposto pelo crime organizado e a violência social, esta, inclusive, já tendo ultrapassado o limite da capacidade cívica

A população manauara vive cada vez mais a pressão do medo diante do clima de insegurança imposto pelo crime organizado e a violência social, esta, inclusive, já tendo ultrapassado o limite da capacidade cívica, constituindo hoje mais uma segmentação da criminalidade generalizada que assola a cidade.
O banditismo tradicional começa a perder em capacidade de ação e prática de crimes para a chamada violência urbana. Hoje, os crimes de maior violência e repercussão social são praticados por aqueles que deveriam justamente agir em sociedade, garantindo-se segurança e tranquilidade como um bem comum.
No aspecto do envolvimento de agentes públicos com o crime, cabe destacar a questão corporativa, traduzida na “proteção” indevida a colegas que cometem delitos. Hoje, se sabe que a proteção corporativa a quem comete crime sob o abrigo do aparelho governamental, é um dos fatores de maior influência no aumento e reincidência dessa prática nas corporações.
É uma prática maléfica que precisa ser combatida e a ação do Ministério Público não se deve fazer esperar, torna-se urgente e necessária, até para que a sociedade comece a perceber que há um segmento da justiça interessado em garantir-lhe o bem social mais precioso, que é a liberdade de ir e vir em segurança em sua cidade.
Este é um dever e responsabilidade constitucional do governo, que tem falhado sucessivamente em seu cumprimento, permitindo que os excessos se multipliquem sob a complacência do aparelho de segurança.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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