Editorial:Projeto que prorroga ZFM dormita nas gavetas da Câmara Federal

Em: 18 de setembro de 2012
De forma eloquente e empolgante, a presidente da República, Dilma Rousseff (PT), jurando amor eterno ao Estado do Amazonas, anunciou, durante solene evento de inauguração da Ponte Rio Negro, em 24 de outubro de 2011, a prorrogação dos incentivos fiscais
De forma eloquente e empolgante, a presidente da República, Dilma Rousseff (PT), jurando amor eterno ao Estado do Amazonas, anunciou, durante solene evento de inauguração da Ponte Rio Negro, em 24 de outubro de 2011, a prorrogação dos incentivos fiscais

De forma eloquente e empolgante, a presidente da República, Dilma Rousseff (PT), jurando amor eterno ao Estado do Amazonas, anunciou, durante solene evento de inauguração da Ponte Rio Negro, em 24 de outubro de 2011, a prorrogação dos incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus por mais 50 anos.
À época, Dilma disse que tudo faria para tornar realidade a longevidade do modelo ZFM, sobretudo em gesto de gratidão ao Estado que lhe deu a maior votação proporcional do país nas eleições gerais de 2010. Mas, do anúncio presidencial até hoje, nada aconteceu com relação à prorrogação.
Em seu programa radiofônico do último sábado (15), o senador Eduardo Braga (PMDB) informou que o projeto se encontra há quase um ano parado na Câmara Federal, nas mãos do relator, deputado federal Henrique Oliveira (PR), não por acaso candidato à prefeito de Manaus.
Líder de Dilma Rousseff no Senado, Braga bem que poderia influenciar o andamento do projeto que estende a vida útil da ZFM por mais anos. Ou será que a imensa bancada federal paulista, atenta aos interesses do seu próprio parque industrial, colocou muletas no projeto?
Com inteligência e boa capacidade de articulação, o senador poderia pressionar Dilma a cumprir a promessa feita aos amazonenses. Henrique Oliveira, por sua vez, faria jus à dignidade de suas pretensões eleitorais, apressando a tramitação do seu parecer, trabalhando para que a matéria chegue logo ao plenário da Câmara.
Do contrário, as demissões no PIM vão continuar e será falacioso fazer ilações estúpidas sobre polo de cerâmica fina em Iranduba, agroindústria em Presidente Figueiredo e um moderno porto de industrialização de soja em Itacoatiara.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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