Neste ano, o Manaustrans registrou 163 ocorrências com vítimas fatais, em 2014 foram 173
De janeiro à primeira quinzena deste mês o índice de acidentes no trânsito com mortes teve queda de 5,7%, em relação ao mesmo período de 2014. Neste ano, o Manaustrans (Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito) registrou 163 ocorrências com vítimas fatais, enquanto no último ano esse número chegou a 173. Na avaliação do instituto, a redução da taxa de mortes no trânsito é resultado das campanhas de conscientização promovidas pelo órgão e também pelas ações desenvolvidas pelo Detran-AM (Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas).
De acordo com o Manaustrans, a redução da taxa de acidentes de trânsito também decorre das medidas educativas e preventivas com a instalação de novos semáforos, reforço no número de faixas de pedestres e fiscalização constante por meio da atuação dos agentes de trânsito.
Segundo a assessoria de comunicação do instituto, o número de infrações também reduziu após a retirada dos radares eletrônicos, que até os primeiros meses do ano operavam nas principais vias da capital. Desde que os “corujinhas” foram desativados a redução de mortes no trânsito foi de 19,23% em comparação ao ano anterior. Conforme o Manaustrans, de primeiro de janeiro a 29 de junho de 2015 foram registradas 105 mortes no trânsito. Enquanto em 2014, no mesmo período, ocorreram 130 acidentes fatais.
Um dos modais que estão inclusos na taxa de acidentes com mortes é o ciclístico. O meio de transporte apresenta índices crescentes de ocorrências, segundo o coordenador do movimento Pedala Manaus, Paulo Aguiar. Ele conta que nos últimos dois anos ocorreram oito mortes no trânsito envolvendo ciclistas na capital. Dois dos acidentes aconteceram neste ano. “Temos participado de discussões conjuntas com a Prefeitura de Manaus cobrando campanhas de conscientização para que o condutor entenda que é possível ter uma convivência pacífica entre dois modais. É importante frisar que 2% da nossa população utiliza a bicicleta como meio de transporte na cidade”, informa.
Segundo o coordenador, não há segurança para quem utiliza a bicicleta nas ruas e avenidas de Manaus e precisa dividir o espaço com os veículos. Para ele, isso acontece por falta de uma política pública que atenda ao meio de transporte alternativo, como o ciclístico. “A prefeitura precisa buscar alternativas como por exemplo, o compartilhamento de vias, ciclofaixas e enfatizar a campanha educativa. A prefeitura sinaliza atenção a esse problema, mas ainda é algo incipiente porque precisamos de maior celeridade às discussões”, comenta. “É preciso garantir o direito à circulação do ciclista e vemos o interesse do prefeito em atender às reivindicações, o que não aconteceu em nenhuma das gestões anteriores. Só precisa haver celeridade”, completou.
Priscila Caldas
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