Efeito nocivo dos chineses deve persistir por longo tempo no PIM

Em: 13 de setembro de 2011
“Tudo que é bom dura pouco”. Depois de comemorar a decisão do Camex (Conselho de Ministros da Câmara de Comércio Exterior) de aumentar o II (Imposto de Importação) para sete novos produtos, a ZFM se prepara para enfrentar mais uma batalha
“Tudo que é bom dura pouco”. Depois de comemorar a decisão do Camex (Conselho de Ministros da Câmara de Comércio Exterior) de aumentar o II (Imposto de Importação) para sete novos produtos, a ZFM se prepara para enfrentar mais uma batalha

“Tudo que é bom dura pouco”. Depois de comemorar a decisão do Camex (Conselho de Ministros da Câmara de Comércio Exterior) de aumentar o II (Imposto de Importação) para sete novos produtos, a ZFM (Zona Franca de Manaus) se prepara para enfrentar mais uma batalha contra as mercadorias made in China.
Segundo determinação da OMC (Organização Mundial do Comércio), a partir de 2016 todos os países serão obrigados a reconhecer o país asiático como economia de mercado.
Embora o governo brasileiro esteja preocupado com esta questão, conforme afirmação da secretária de comércio exterior do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), Tatiana Prazeres, o presidente da Aficam (Associação das Indústrias e Empresas de Serviços do Polo Industrial do Amazonas), Cristóvão Marques, mostra uma posição mais confiante.
Segundo o dirigente, falta muito tempo para que esta deliberação seja válida, desta forma, ele analisa que deverão ser feitas mudanças para revertê-la nos próximos cinco anos.
No entanto, de acordo com o vice-presidente do Corecon/AM (Conselho Regional de Economia do Estado do Amazonas), Aílson Nogueira Rezende, o PIM (Polo Industrial de Manaus) já vinha sendo prejudicado, tanto que os dados mais recentes do Ministério apontam que os produtos oriundos da China responderam por US$ 2.35 bilhões do que foi importado de janeiro a julho no Amazonas (US$ 7.40 bilhões).
Segundo Rezende, a partir de agora, a China terá mais acesso ao mercado nacional, aumentando o número de seus itens no Amazonas e dificultando o uso de medidas antidumping. Mesmo com a elevação do II, o economista afirma que os produtos chineses não possuem a carga tributária imposta no Brasil, por isso a alta do tributo não causará tanto impacto.
O titular do Sinaees/AM (Sindicato da Indústria de Aparelhos Elétricos Eletrônicos e Similares do Estado do Amazonas), Wilson Périco, avalia que “alguns produtos já tiveram esse aumento de alíquota, porém, o único produzido em Manaus que foi favorecido foi o condicionador de ar”.
“Precisamos proteger todos os investimentos feitos no país e, mais importante que isso, os empregos gerados por esses investimentos”, argumentou, ressaltando que, além de elevar as alíquotas de outros itens produzidos no PIM, é necessário reduzir a carga tributária do setor produtivo e industrial.
Apesar de afirmar que há outros mecanismos de defesa, como barreiras fitossanitárias, sistemas de cotas de importação, elevação da taxação, o consultor empresarial, José Laredo, explica que a OMC dá pouca credibilidade a um país que reclama de preços subfaturados por outros e, ao mesmo tempo, aplica supertaxação sem esperar os resultados de sua demanda dentro da Organização.
Por meio de assessoria, a Seplan (Secretaria de Planejamento do Estado do Amazonas) responde que, “se vista como medida única e não integrada, esta decisão da Camex não é suficiente para assegurar a competitividade do Polo, entretanto, ela deve ser analisada como uma ação conexa a outras que vislumbram o mesmo objetivo”.
A declaração aponta que o governo estadual trabalha em conjunto com o federal em diversos PPBs (Processos Produtivos Básicos) para garantir um índice de nacionalização adequado.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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