A Eletrobras Amazonas Energia e a Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (Fucapi), assinam nesta quarta-feira (8), a Ordem de Serviço do projeto: “Mini-Estação para Coleta, Tratamento e Reutilização de Óleos Lubrificantes em Centrais Termelétricas do Interior do Estado do Amazonas”.
O projeto visa o tratamento, descontaminação e a reutilização do óleo lubrificante que, atualmente, é usado em grupos geradores nas usinas termelétricas instaladas no interior do Estado do Amazonas. O projeto-piloto será executado no município de Novo Airão (a 180 quilômetros de Manaus). Na localidade são utilizados cerca de 902 litros de óleo lubrificante por mês nas máquinas.
O investimento aplicado no projeto é da ordem de R$ 776 mil, recurso oriundo do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Eletrobras Amazonas Energia. O mesmo é regulamentado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
De acordo com o gestor do projeto pela Eletrobras Amazonas Energia, o engenheiro Jurimar Collares Ipiranga, o objetivo da empresa é investir em projetos em consonância com a sustentabilidade e compromisso socioambiental.
“A reintrodução do óleo lubrificante no sistema de geração de energia demonstra a responsabilidade que a empresa vem tendo com os recursos naturais não renováveis, agregando autossuficiência econômica e ambiental de maneira eficiente em parte de sua cadeia”, destaca.
Com a execução do projeto, além de cumprir com as recomendações das resoluções e legislações ambientais vigentes, a empresa irá propiciar a garantia da redução dos custos operacionais com o insumo do óleo lubrificante e sua dependência como produto derivado de fontes não renováveis.
Projeto
O analista ambiental Allan Lima, que é o gestor do projeto na Fucapi, ressalta que a pesquisa em P&D pelo programa da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), aprovado no ciclo 2012/2013, deverá ser composto de etapas distintas e adequadas ao processo de geração de energia da UTE de Novo Airão, onde será desenvolvido. A ideia é devolver as características básicas ao óleo lubrificante recolhido como resíduo, fazendo-o retornar à cadeia de reuso como óleo recuperado e descontaminado, uma vez que, depois de usado ele é classificado como resíduo perigoso.
“A logística do óleo lubrificante funciona em um nível estável no Brasil, por determinação de resoluções já vigentes. Porém, é preciso evoluir o processo de reciclagem, não somente das embalagens como também dos resíduos desses insumos, tanto por força das leis e resoluções ambientais inerentes, como pelo compromisso das concessionárias em estabelecer critérios correlatos dentro da cadeia de geração de energia elétrica”, destaca.
Esse é o primeiro projeto de pesquisa no Estado do Amazonas escolhido pela Aneel a tratar diretamente o óleo lubrificante. O custo benefício é apontado diretamente com a redução do consumo de óleo e seu descarte.






