Elevação nos juros faz Tesouro emitir menos títulos em setembro

Em: 23 de outubro de 2009
O aumento nos juros cobrados pelos investidores fez com que o Tesouro Nacional diminuísse a emissão de títulos públicos em setembro
O aumento nos juros cobrados pelos investidores fez com que o Tesouro Nacional diminuísse a emissão de títulos públicos em setembro

O aumento nos juros cobrados pelos investidores fez com que o Tesouro Nacional diminuísse a emissão de títulos públicos em setembro. De acordo com o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Fernando Garrido, a menor oferta de títulos da dívida em setembro faz parte da estratégia do Tesouro de não alimentar a volatilidade do mercado.
“No mês de setembro, observamos sim uma elevação nas taxas de juros dos títulos públicos. O tesouro manteve a sua estratégia de, em momentos de maior volatilidade, atuar de maneira a não alimentar essa volatilidade”, afirmou.
A menor emissão de títulos e o resgate de papéis com vencimento em setembro contribuíram para a queda no estoque da dívida pública federal, que caiu 1,39% em setembro em relação a agosto, chegando a R$ 1,48 trilhão.
As emissões de título no mês passado somaram R$ 18,93 bilhões, contra emissões de R$ 66,06 bilhões em agosto.
Naquele mês, porém, foram emitidos R$ 36 bilhões em favor do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social), completando um repasse de R$ 100 bilhões ao banco. Ainda assim, as emissões de setembro ficaram bem abaixo das de agosto.
De acordo com Garrido, em setembro e em outubro o Tesouro verificou uma elevação nas taxas de juros dos títulos públicos, principalmente os de curto prazo.
Ele deu como exemplo títulos indexados à Selic com vencimento em 2011 que, no início de setembro, eram emitidos com remuneração de 10,70%, que subiu para 11,20% em outubro.
No mês de setembro, a dívida interna teve seu estoque reduzido em 1,08%, para R$ 1,38 trilhão.
A emissão de novos títulos superou os resgates em R$ 26,14 bilhões. Além disso, houve um impacto de R$ 11,05 bilhões por causa dos juros
A dívida pública federal externa, que representa 6,29% da dívida total, registrou redução de 5,44%, encerrando setembro em R$ 103,04 bilhões (US$ 57,95 bilhões). A queda se deve à valorização do real no período.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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