Em busca da autossuficiência

Em: 23 de julho de 2013
Meta é tornar o Estado autossuficiente, usando lago não apenas para geração de energia
Meta é tornar o Estado autossuficiente, usando lago não apenas para geração de energia

A Serpror (Secretaria de Estado da Produção Rural) promove hoje (23) uma ação do projeto piloto de Manejo e Prática do tambaqui na fase adulta no reservatório de Balbina, maior parque Aquícola do Brasil, no Porto Turístico de Mirandinha (Presidente Figueiredo). A quantidade retirada do lago gira em torno de 1,5 tonelada de tambaquis adultos.
A despesca (retirar os peixes de um açude com redes) será a primeira experiência com o tambaqui em fase adulta no lago de Balbina e de acordo com o secretário de produção rural, Eron Bezerra, faz parte da proposta do Amazonas Rural de tornar o Amazonas autosuficiente na produção de alimentos, utilizando o potencial do lago não apenas para a geração de energia.
Trata-se de um projeto piloto para verificar a produtividade e o tamanho dos peixes, que normalmente eram retirados após seis meses como tambaqui curumim. Nesse projeto os alevinos foram deixados até nove meses para verificar o tamanho e o peso que conseguiram atingir na fase adulta, uma vez que neste período a margem de crescimento começa a diminuir sendo inviável manter as espécies em viveiro já que os custos com ração não compensam a margem de crescimento das espécies.
A produção anual de tambaqui no lago de Balbina, atualmente é de 20 mil toneladas,graças à estação de alevinagem – o Centro de Tecnologia, Treinamento e Produção em Aquicultura do Amazonas, uma parceria entre a Sepror e a Amazonas Energia que produz alevinos de matrinxã, tambaqui e pirapitinga. Em 2012 foram produzidos uma média de 20 milhões de pós-larvas dessas espécies.
A meta do Governo através da Sepror é construir em Balbina um projeto de tanque-rede em parceria com o Ministério da Pesca. “Utilizando apenas 1% do potencial do lago em tanque-rede poderemos aumentar a produção de 20 mil para até 100 mil toneladas ao ano”, disse Eron. O projeto do Parque Aquícola em Balbina está em fase de elaboração no Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia).

Partindo para a ação

Enquanto o Inpa começava suas pesquisas sobre a qualidade da água e outros detalhes técnicos, os pescadores iniciaram a criação e antes mesmo dos resultados, abriram a negociação dos peixes adultos.
Os peixes produzidos foram todos comercializados com o Frigorífico Peixão em uma negociação direta com os pescadores, como explica o chefe do departamento de pesca e aquicultura da Sepa-Serpror (Secretária Executiva de Pesca e Aquicultura), Ivo Calado “os produtores tiveram uma negociação aberta com o frigorífico e saíram satisfeitos. Uma de nossas metas é esta, acostumar o produtor a negociar diretamente, apresentando seus projetos e analisando as propostas. Com esse passo dado, a ideia é que o produtor possa elaborar seus próximos projetos com pouca interferência da Serpror.”

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar