O slogan de comemoração dos 148 anos do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), Abastecendo o Brasil, produzindo para o mundo, reflete as principais diretrizes da pasta. Hoje, o país acompanha o crescimento da demanda interna e possui excedentes para abastecer o mercado externo. Num cenário de crise de alimentos, o Brasil se mostra qualificado para se tornar o celeiro do mundo, como vem preconizando o governo federal. E para que isso aconteça, é preciso investir na relação com outras nações.
O fortalecimento da agenda internacional do agronegócio brasileiro veio em 2005 com a criação da SRI (Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio). O atual dirigente do setor, secretário Célio Porto, nota mudança na inserção do agronegócio brasileiro no mercado externo que, desde a instituição da área, se tornou a interface do Mapa com o mundo. “A SRI tornou a agenda internacional mais proativa. Antes, essa agenda era reativa. Temos missões mais frequentes, com visão estratégica”, comemorou.
Comércio exterior
No âmbito do comércio exterior, o Mapa articula negociações e promove implementações dos acordos regionais, bilaterais e multilaterais, além de acompanhar os compromissos comerciais já firmados. Em meio a outras demandas, o ministério negocia a diminuição das tarifas incidentes no comércio internacional de produtos do agronegócio e combate as políticas que distorcem o comércio agrícola mundial.
Atualmente, o Brasil mantém 80 acordos bilaterais com 31 países, nos campos sanitário e fitossanitário. A China aparece em primeiro lugar, com nove acordos, considerando também memorandos de entendimento e protocolos, desde 1995. Na visão da SRI, tanto os documentos quanto o fluxo comercial devem ser levados em conta, já que há países e blocos que são grandes importadores, mas ainda não firmaram acordos com o Brasil. É o caso da Arábia Saudita, principal destino da carne de aves brasileira.
Os avanços no contexto internacional do agronegócio brasileiro podem ser constatados no âmbito multilateral, em fóruns como a OMC (Organização Mundial do Comércio) e a OIE (Organização Mundial de Saúde Animal). O SPS (Comitê de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias), que discute as políticas praticadas pelos países membros da OMC e revisa as normas aplicadas ao comércio mundial, é um exemplo. Hoje, com 197 notificações, o Brasil é o segundo país que mais notifica suas regulamentações no Comitê SPS.







