Embraer mantém seu foco nos Estados Unidos e União Européia

Em: 25 de novembro de 2008
Os Estados Unidos estão no epicentro a crise internacional mas o país foi também responsável pelo crescimento das economias periféricas por uma ampla injeção de liquidez e distribuição de renda
Os Estados Unidos estão no epicentro a crise internacional mas o país foi também responsável pelo crescimento das economias periféricas por uma ampla injeção de liquidez e distribuição de renda

Os Estados Unidos estão no epicentro a crise internacional mas o país foi também responsável pelo crescimento das economias periféricas por uma ampla injeção de liquidez e distribuição de renda. O mercado norte-americano está também na base do crescimento da Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica) e constituiu em um suporte essencial para que a empresa deslanchasse e se tornasse um dos principais fabricantes mundiais do setor aeronáutico.
Para o vice-presidente da Embraer, Henrique Rzezinski, a crescente globalização da economia contribuiu para o crescimento dos países emergentes e “a questão que se discute agora é como se dará esse reequilíbrio. O pouso suave não ocorreu. O resto é especulação. E estamos ainda no olho do furacão”, afirma. O foco dos negócios da empresa não se alterou e mantém como principais mercados os Estados Unidos e países da União Européia.

Educação e tecnologia

Em palestra sobre Estratégias de Internacionalização realizada na Conferência Espanha-Brasil: Parcerias, Negócios e Investimentos, realizada em Madri, Rzezinki, destacou como fatores que contribuíram para o sucesso da Embraer o investimento em educação e tecnologia e a formação de um quadro de 2.000 engenheiros aeronáuticos. “Deixar de estar no ‘estado da arte’ na aviação significa morrer em cinco anos”, afirmou.
O mercado norte-americano foi vital para a expansão da empresa, que exporta 40% de sua produção para o mercado norte-americano, volume que corresponde a cerca de US$ 2 bilhões em vendas.
Segundo Rzezinski, as atenções da Embraer também estão voltadas para o Oriente Médio, principalmente para o mercado de business jet.” Temos uma operação importante na China, uma joint venture que também constitui em uma área de interesse”, afirmou.
Para manter sua rota de internacionalização, Rzezinski avalia que será necessário dar continuidade ao aprimoramento da engenharia de produto e tomar decisões corretas para a próxima década.
Resta saber, disse Rzezinski, como funcionará a política na era do presidente Barack Obama. A condução dos mecanismos multilaterais será fundamental para que as disputas possam ser equacionadas no cenário mundial.
“O lugar onde devemos estar é o Brasil”, afirmou o vice-presidente da Sol Meliá, Luis Miguel Martin. Ele aponta como um dos fatores que asseguram os investimentos no país a estabilidade política, a segurança jurídica e o crescimento econômico da classe média brasileira.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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