Embrapa apresenta tecnologias para culturas da safrinha em Rondônia

Em: 19 de junho de 2009
Em época de colheita da safrinha, a Embrapa Rondônia, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, organizou um dia de campo para tratar de milho, sorgo e de iLPF
Em época de colheita da safrinha, a Embrapa Rondônia, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, organizou um dia de campo para tratar de milho, sorgo e de iLPF

Em época de colheita da safrinha, a Embrapa Rondônia, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, organizou um dia de campo para tratar de milho, sorgo e de iLPF (integração Lavoura-Pecuária-Floresta). O evento aconteceu na última quinta-feira, 18, no Campo Experimental de Vilhena, localizado no Cone Sul do Estado de Rondônia. Cultiavares de milho e sorgo, práticas culturais, manejo e mecanismos de comercialização serão os principais temas tratados.
O evento começou na propriedade da Embrapa localizada no município de Vilhena, onde são realizados experimentos de pesquisa, com cerca de 250 participantes, entre produtores e estudantes. Palestrantes foram divididos em ao menos seis estações montadas especialmente para o evento.
O pesquisador da Embrapa Rondônia, Vicente de Paulo C. Godinho, explicou que a safrinha é um componente importante da renda anual do produtor. “Sem ela dificilmente o produtor conseguiria cobrir os custos”, afirmou o pesquisador. Milho e sorgo são duas boas alternativas neste contexto, de acordo com os experimentos realizados pela Embrapa em Rondônia.
Para uma boa safrinha, no entanto, é preciso tomar alguns cuidados, como a seleção de cultivares adequadas. Por isso, a Embrapa leva ao dia de campo uma seleção de cultivares com boas características agronômicas e ciclo curto, característica ideal para o cultivo na safrinha.
O milho híbrido simples BRS 1040, por exemplo, apresenta alto potencial produtivo mesmo em ambientes desfavoráveis de safra e safrinha, independente de ser cultivada abaixo ou acima de 700 metros. Isso indica alta performance, estabilidade, adaptabilidade de produção e consequente baixo risco de adoção. Apesar da alta produtividade, a cultivar merece atenção por ser de ciclo semiprecoce e por isso não ser recomendada para plantios tardios de safrinha.
O pesquisador Vicente Godinho explicou que, de acordo com as características climáticas do Estado de Rondônia, é ainda mais importante adotar variedades precoces. Isso porque, se o ciclo for longo, as plantas tendem a sofrer com a falta de água no período de seca anual típico desta região da Amazônia.
Como alternativa para este tipo de situação, a Embrapa desenvolveu espécies precoces, como a BRS 2022, um milho híbrido duplo, e a BRS 3025, híbrido triplo com grãos alaranjados e semi-dentados. Além de precoces e produtivas, as variedades são também resistentes ao acamamento e ao quebramento.
O Dia de Campo sobre Milho, Sorgo e iLPF tratou ainda de variedades de sorgo e das alternativas de integração de lavoura com pecuária e floresta, uma tecnologia que a Embrapa desenvolve em todo o país. O evento aconteceu às margens da BR 364, quilômetro 6, município de Vilhena (RO).

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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