A emissão de títulos e os juros fizeram com que a dívida pública interna apresentasse uma alta de 3,17% no mês de fevereiro, na comparação com janeiro. A elevação significou um acréscimo de R$ 38,2 bilhões no estoque total, que chegou ao final do mês passado totalizando R$ 1,242 trilhão. No ano, a alta é de 1,4%.
Para o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, a emissão líquida -emissões de novos títulos superiores aos resgates- foi de R$ 27,3 bilhões. Além disso, houve a incidência de juros de R$ 10,9 bilhões sobre o estoque da dívida.
Já a dívida pública total, que inclui também a externa, passou de R$ 1,311 trilhão em janeiro para R$ 1,345 trilhão em fevereiro, uma alta de 2,60%. Na comparação com dezembro, a redução é de 0,87%.
Variação
da dívida
O PAF (Plano Anual de Financiamento) prevê que a dívida pública federal irá variar neste ano entre R$ 1,480 trilhão e R$ 1,540 trilhão. A parcela da dívida interna que é prefixada passou de 34,92% em janeiro para 35,69% no mês passado. Os títulos prefixados dão maior previsibilidade para a administração da dívida pública, já que o Tesouro sabe antes o quanto vai desembolsar em cada vencimento.
Já a dívida indexada a índices de preços caiu e passou de 27,22% para 26,93% em janeiro. O Tesouro Nacional não divulgou ainda as informações relativas à dívida levando em conta as operações de “swap”. O efeito desses contratos sobre a dívida era divulgado todos os meses junto com o resultado da dívida. Sem considerar as operações de “swap”, a dívida pública pós-fixada passou de 34,77% para 34,42%.
A administração da dívida pública trabalha para reduzir a participação desses papéis, já que eles dão menos previsibilidade na hora do pagamento. A dívida interna que é corrigida pela taxa de câmbio, sem levar em conta as operações de “swap”, passou de 0,96% em janeiro para 0,89% em fevereiro.







