Empreendedor garante oportunidade com criatividade, capacitação e planejamento

Em: 2 de janeiro de 2008
“Sabíamos do desafio, pois teríamos pela frente a implantação de uma nova cultura baseada em cervejas importadas e com preços finais acima da realidade
“Sabíamos do desafio, pois teríamos pela frente a implantação de uma nova cultura baseada em cervejas importadas e com preços finais acima da realidade

Com uma boa dose de ousadia, o empresário Marcelo Baroni, 36 anos, trouxe para Brasília, no ano de 2005, um novo conceito de cervejaria até então conhecido apenas nos mercados de São Paulo e Rio de Janeiro. O empresário, que sempre sonhou em ter um negócio no setor de entretenimento, conta que no início teve muitas dúvidas: no que investir exatamente? Como não se tornar mais um? Para responder a essas e outras perguntas, o empresário fez na época um estudo de mercado seguido de um plano de negócio. O medo de arriscar no novo não intimidou Marcelo. “Sabíamos do desafio, pois teríamos pela frente a implantação de uma nova cultura baseada em cervejas importadas e com preços finais acima da realidade de estabelecimentos tradicionais”, disse. Com a experiência adquirida como sócio de uma empresa de tecnologia, a qual continua firme no mercado, Marcelo quis inovar não só no produto, como também na gestão de sua empresa. Na cervejaria, a palavra qualificação se mistura aos mais de 60 nomes de cervejas nacionais e internacionais oferecidas no cardápio. “Promovemos cursos de reciclagem e capacitação, tanto relativo aos processos operacionais quanto em técnicas de atendimento e vendas. Aqui, por exemplo, não existe garçom, e sim, ‘Especialistas em satisfação do cliente’”, afirmou. Na opinião de Marcelo a inovação por si só, não adianta. Ela deve estar alinhada com outros fatores: planejamento, administração de custos, qualidade, comprometimento da equipe e estratégias de marketing. Hoje, após dois anos de fundação, passam pela cervejaria Braühaus cerca de 5.000 pessoas por mês. Em seu cardápio, as microcervejarias brasileiras ganham espaço e competem lado a lado com famosas marcas de diferentes partes do mundo. Empreendedores com o perfil semelhante ao do empresário Marcelo Baroni e de seu sócio Janduy Coutinho, aliado a um ambiente econômico favorável, têm contribuído para o aumento da sobrevida das micro e pequenas empresas do país, que passou de 50,6% no triênio 2000 a 2002 para 78% no período de 2003 a 2005. Dados confirmam Assim mostra a pesquisa Taxa de Sobrevivência e Mortalidade das Micro e Pequenas Empresas’, encomendada pelo Sebrae a Vox Populi e divulgada em agosto do ano passado. O levantamento trouxe as taxas de sobrevivência e os principais fatores condicionantes da mortalidade das empresas de pequeno porte, apresentados por região, por unidade da Federação, e Brasil. Para o desenvolvimento do estudo foram rastreadas, no primeiro semestre de 2007, 14.181 empresas constituídas no período de 2003 e 2005, sendo 13.428 ativas e 753 extintas. O dado mais impactante da pesquisa revelou que em 2002, metade dos empreendimentos fechava suas portas antes de completar dois anos. Já em 2005, de cada cem pessoas que constituíram firma, 22 tiveram que encerrar antes do negócio chegar aos dois primeiros anos de vida. Para o Sebrae esse resultado positivo está ligado à melhoria da economia, e, principalmente a um maior preparo por parte dos empreendedores. Ou seja, quem faz um bom plano de negócio conhece o mercado e seu cliente e dispõe de capital de giro tem mais chance de dar certo. Assim aconteceu com a empresária Izabel Neves de Oliveira, 49 anos. Sócia desde 2003 de uma loja de autopeças, em Brasília, a empresária afirmou não ter sido favorecida pelo reflexo do crescimento da economia. Para manter sua empresa de pé, foi necessário enxergar além e criar novas estratégias de atuação. “A queda dos juros e as facilidades para financiar veículos novos, na verdade, fez com que as nossas vendas despencassem, já que dependemos da manutenção dos veículos. Atentos a esse cenário passamos a ficar mais próximos das oficinas mecânicas e a investir na parte física da empresa”, explicou Izabel. Empresários melhoram formação A pesquisa também constatou que os empresários têm se preocupado mais com sua formação educacional. Houve uma elevação, ainda que ­tímida, no grau de escolaridade dos don

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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