Para o empreendedor que busca abrir uma empresa no ramo imobiliário o cenário nesse setor é muito positivo com registro de crescimento contínuo nos últimos anos. Conforme o Portal Sebrae, dentre as ideias de negócios mais procuradas em 2022, as atividades relacionadas ao mercado ganharam grande destaque, sendo o terceiro conteúdo mais acessado.
O cenário da construção civil no Amazonas tem sido visto com bons olhos desde a época da pandemia e tem sinalizando grande crescimento. Não à toa, Manaus hoje é a quarta no ranking das cem melhores cidades para se fazer negócios imobiliários no Brasil, ficando atrás de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Os dados são da Urban Systems, publicados pela revista Exame, comparando os anos de 2021 e 2022.
Os números mostram que os investimentos assertivos da Prefeitura de Manaus em licenciamento urbano, gestão mais eficiente e ações de desburocratização são responsáveis por esse resultado. Em 2021, Manaus estava em 5º lugar, subindo uma posição em 2022.
A pesquisa “Indicadores Imobiliários do Amazonas” do 3º trimestre de 2022 apontou um montante de R$422 milhões em vendas, até o momento o melhor trimestre do ano e o maior da série histórica, desde 2017. Em comparação com o mesmo período do ano de 2021, quando o mercado vendeu R$274 milhões, houve um crescimento de 54%.
O ano de 2022 foi marcado por vários recordes de vendas, no primeiro trimestre o valor foi de R$354 milhões, até então o maior da série histórica já mensurada; no segundo trimestre houve uma queda nas vendas, mas nem assim deixou de estar em destaque, sendo até aquele momento o segundo maior valor faturado pelo mercado, um montante de R$ 335 milhões.
Investimento promissor
Embora a nível local, esse setor não tem demandado o Sebrae-AM nos últimos tempos, o consultor empresarial Flávio Guimarães avalia como um mercado promissor. Segundo ele, há um déficit habitacional muito grande e a casa própria sempre faz parte dos sonhos das famílias, o que encoraja os empreendedores a enxergarem potencial investimento no mercado. “A construção civil é um balizador do progresso no país. Em 2022 as grandes obras começaram a ser feitas. As taxas de juros utilizadas não estavam tão agressivas, o que facilitou a visão de investir no ramo”.
Para ele, naturalmente 2023 começa também promissor para o segmento apontando que tem espaço com a ideia de gerar emprego e renda e fazer com que o mercado melhore. “E como vai ter essa previsão real de melhoria em 2023 eu vejo que provavelmente em 2024 também. O que as pesquisas e os economistas apontam é que em países desenvolvidos a participação da construção civil no PIB chega a 7%. No país, chega a metade disso, então tem muito fôlego para estar construindo mais obras e produzindo. A tendência é que apresente ainda mais crescimento, principalmente por meio de políticas públicas”.
Grauben Lauschner, diretora-executiva do Grupo Lauschner Negócios Imobiliários destacou que Manaus tem lançado muitos empreendimentos. “No último semestre houve mais de 15 lançamentos, então nós temos marcas consolidadas. Manaus tem um mercado imobiliário bastante sólido e saudável. Este ano a gente tem uma sinalização junto ao atual governo de uma política mais agressiva para beneficiar a população que pretende adquirir imóveis econômicos de até R$ 209 mil”, comentou.
Pujança do mercado
Apesar de fatores de grande relevância afetados pelas dificuldades econômicas e pelo período conturbado da pandemia, o grande fomentador do setor imobiliário foi a redução dos juros e a melhora no acesso aos financiamentos habitacionais.
Após a crise econômica de 2014 a 2016, do aumento da inflação e do desemprego, o mercado imobiliário sofreu um grande golpe. Em 2019, o setor começou a esboçar uma pequena melhoria com a retomada econômica e redução dos juros sinalizando mudanças positivas”, explica a gerente de Soluções e Inovação do Sebrae Rio, Raquel Abrantes.
Ainda de acordo com Raquel, tendo em vista o cenário pandêmico, houve uma mudança de comportamento migratório para o interior e uma busca de lugares com maior espaço, adaptabilidade e qualidade de vida. “A compra do aconchego aliada ao home office fez surgirem novos empreendimentos e oportunidades de negócio”, avalia.
O segmento empresarial das imobiliárias tornou-se muito importante com o crescimento das cidades, pois comprar o imóvel ideal passou a ser um processo que envolve muita pesquisa, bem como possibilitou o aumento de investimentos na área, transformando esse mercado num dos principais componentes da economia nacional.







