Emprego industrial fica estável em junho

Em: 12 de agosto de 2013
Dados apontam queda na comparação do mesmo período do ano passado, apesar de melhor desempenho do setor
Dados apontam queda na comparação do mesmo período do ano passado, apesar de melhor desempenho do setor

Apesar do avanço da produção da indústria acima do esperado em junho, o emprego no setor não conseguiu aproveitar o impulso e ficou estável no mês na comparação com maio, informou hoje o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A comparação é livre de influências sazonais (típicas de cada período). No mês anterior, tinha apresentado queda de 0,4% ante abril.
Com a piora do mercado de trabalho e a produção do setor ainda em ritmo de recuperação, o emprego da indústria tem oscilado entre variações negativas e estabilidade nos últimos meses.
Na comparação com junho de 2012, o emprego industrial registrou queda de 0,4%. Trata-se do 21º resultado negativo consecutivo nesse tipo de comparação.
No índice acumulado dos últimos seis meses, o total do pessoal ocupado na indústria caiu 0,7%, ritmo levemente abaixo do registrado nos primeiros cinco meses do ano ano (-0,8%).
Já a taxa acumulada nos últimos 12 meses, ao recuar 1,1% em junho de 2013, apresentou quedas menos intensas do que as registradas em fevereiro (-1,5%), março (-1,4%), abril (-1,3%) e maio (-1,2%).
Em junho, a produção da indústria cresceu acima do esperado em junho e encerrou o semestre com sinais de recuperação. No entanto, um dos problemas é que a recuperação foi concentrada em alguns setores.

Setores e regiões

Pelos dados do IBGE, os principais impactos negativo na queda do emprego na comparação com junho de 2012 vieram da região Nordeste (-3,5%) e do Rio Grande do Sul (-2,1%).
Já setorialmente, o emprego recuou em 10 dos 18 ramos pesquisados, com destaque para as pressões negativas vindas de calçados e couro (-5,4%), outros produtos da indústria de transformação (-3,8%), máquinas e equipamentos (-1,7%), vestuário (-1,8%), madeira (-4,4%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-1,6%).
Por outro lado, os principais impactos positivos sobre a média da indústria foram observados nos setores de alimentos e bebidas (1,7%), borracha e plástico (2,5%) e meios de transporte (1,3%).

Horas extras

Pelo segundo mês consecutivo, o número de horas pagas (indicador que sinaliza as horas extras contratadas pelas empresas) caiu. De junho para maio, a retração foi de 0,6%, já descontadas as influências sazonais.
O indicador, em geral, antecede futuras contratações. Primeiro os industriais pagam horas extras aos seus funcionários para ocupar a capacidade ociosa de suas linhas de produção. Só após um período maior de recuperação é que eles passam a contratar novos empregados.
Em relação a junho de 2012, o número de horas pagas recuou 0,4%, após assinalar 0,3% em abril e ficar estável em maio (zero).
No acumulado do ano, o índice registra queda de 0,9%. Nos últimos 12 meses até abril, houve retração de 1,4%.
Segundo o IBGE, o valor da folha de pagamento da indústria (indicador do rendimento no setor) recuou 1,4% de maio para junho já sem os efeitos típicos de cada período. Com o resultado, foram revertidos dois meses seguidos de taxas positivas, que acumularam ganho de 1,8%.
Na comparação com junho de 2012, houve alta de 2,3%. No índice acumulado nos seis primeiros meses de 2013, o valor da folha de pagamento avançou 2,7%.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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