Emprego no setor tem alta de 0,3% em janeiro

Em: 15 de março de 2010
O nível de emprego na indústria aumentou 0,3% em janeiro, na comparação com dezembro, revertendo a queda de 0,6% no mês anterior, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)
O nível de emprego na indústria aumentou 0,3% em janeiro, na comparação com dezembro, revertendo a queda de 0,6% no mês anterior, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)

O nível de emprego na indústria aumentou 0,3% em janeiro, na comparação com dezembro, revertendo a queda de 0,6% no mês anterior, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em relação a igual período do ano passado, houve retração de 1,1%. No acumulado dos últimos 12 meses, a queda é de 5,1%.
O valor da folha de pagamento dos trabalhadores da indústria registrou incremento de 5,9% no primeiro mês do ano, na comparação com dezembro. Em relação a janeiro de 2009, verificou-se aumento de 2,4%. No acumulado em 12 meses, porém, houve queda de 2,5%.
Na comparação com igual mês em 2009, o emprego industrial caiu em dez dos 14 locais pesquisados, principalmente em Minas Gerais (-4,2%) e na região Norte e Centro-Oeste (-3%).
Entre os setores, houve retração em 13 dos 18 setores industriais. As maiores contribuições negativas vieram dos setores produtores de madeira (-13,8%), vestuário (-4,3%) e meios de transporte (-4%).
O número de horas pagas na indústria também caiu 0,3% em janeiro, de acordo com o IBGE. Em relação ao mês de janeiro do ano passado, houve redução de 0,2%, mesma variação observada no acumulado dos últimos 12 meses terminados em janeiro.
Em relação a dezembro de 2008, o número de horas pagas registrou queda em sete das 14 regiões avaliadas, e 11 dos 18 ramos. Em termos setoriais, as principais contribuições negativas vieram da indústria produtora de madeira (-13,8%), vestuário (-5%) e produtos de metal (-3,9%).

Trajetória de recuperação

O avanço de 0,3% em janeiro mostra que o emprego na indústria mantém trajetória de recuperação que vinha ocorrendo desde a metade do ano passado. A avaliação foi feita pelo responsável e gerente de análises industriais do IBGE, André Macedo, ao lembrar a queda de 0,6% que havia ocorrido em dezembro, interrompendo um série de cinco resultados positivos. Ele lembrou que, apesar da ascensão, o emprego industrial encontra-se em patamar semelhantes ao que era verificado no final de 2006.
Essa perda é a herança dos efeitos da crise sobre a indústria, e mostra um processo mais lento de retomada, se comparado à produção industrial, cujo nível de atividade está próximo ao que era constatado em janeiro de 2008.
“Qualquer balanço que a indústria sofre acarreta um efeito sobre o emprego”, comentou Macedo.
Sobre a alta no salário dos empregados da indústria verificado n mês de janeiro – 5,9% frente ao mês de dezembro – André Macedo lembrou que nos dois meses anteriores, houve recuo acumulado de 4%, indicando uma recuperação sobre essa perda mais significativa.

Ipea prevê escassez de mão de obra qualificada em quatro setores neste ano

Quatro setores da economia brasileira terão escassez de mão de obra qualificada em 2010, segundo pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), divulgada no final de semana.
O maior deficit será em comércio e reparação, com a falta de 187.580 trabalhadores. Na sequência estão educação, saúde e serviços sociais (-50.086), alojamento e alimentação (-45.191) e construção (-38.403).
“Isso é um problema bom. A última vez que o Brasil teve problemas de escassez de mão de obra foi durante o milagre econômico. De lá para cá, nós nos acostumamos com a abundância dela”, afirmou o presidente do Ipea, Marcio Pochmann.
Para Márcio Pochmann, este será um ano em que intermediação de mão de obra, qualificação e preparação dos profissionais passará a “ser um problema real”.
Por estado, haverá falta de trabalhadores qualificados no Paraná (-18.441), Santa Catarina (-13.300) e Rondônia (-4.531).
Nos demais setores e estados, porém, haverá sobra de trabalhadores, o que irá gerar um excedente de 652.961 profissionais aptos a entrar no mercado de trabalho, com experiência profissional e boa qualificação para o trabalho.
Os setores que terão maior oferta em excesso são: outros serviços coletivos, sociais e pessoais (612.239), indústria (145.948), agrícola (122.463), administração pública (46.874) e transporte, armazenagem e comunicação (46.304). Já os estados com mais sobra são a Bahia (183.770) e o Pará (53.637).

Fora do mercado

A pesquisa do Ipea aponta ainda que 6,2 milhões de trabalhadores ficarão sem emprego em 2010. “Desse total, cerca de 5,5 milhões dificilmente conseguirão emprego dada a baixa escolaridade ou falta de experiência profissional”, diz Pochmann.
A estimativa é que 24,8 milhões de trabalhadores estejam disponíveis para entrar no mercado de trabalho neste ano (2010), sendo que 18,6 milhões serão contratados – 2 milhões pela criação de novas vagas e 16,6 milhões por rotatividade.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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