Empregos formais não evoluem no AM

Em: 11 de junho de 2013
Estado não segue desempenho positivo nacional de aumento do emprego formal nos pequenos negócios
Estado não segue desempenho positivo nacional de aumento do emprego formal nos pequenos negócios

Os pequenos negócios foram os principais empregadores no país em abril. Mais de 140 mil pessoas ingressaram no mercado formal de trabalho gerado pelas empresas de micro e pequeno porte, resultando em aumento expressivo de 120% na oferta de vagas, frente ao mês de março. Embora o Amazonas tenha sido um dos Estados que encerraram o quarto mês de 2013 com saldo negativo, as entidades continuam otimistas em relação aos micro-negócios.
No maior Estado do Norte, o decréscimo é confirmado com apenas 82 postos de trabalho. Tocantins foi quem apresentou a maior geração de empregos formais com saldo positivo de 162 postos de trabalho.
No período, as empresas de Serviços foram as que mais contrataram em todo o Brasil, totalizando 59,5 mil novos postos de trabalho. Os segmentos de comercialização e administração de imóveis, que responderam por 18,4 mil vagas, e os empreendimentos de transportes e comunicações, que geraram 17,3 mil empregos, somaram as maiores contratações em abril.
“O crescimento do emprego no setor de Serviços é diretamente impulsionado pela alta do consumo, principalmente da classe C, que demanda cada vez mais serviços diferenciados e de qualidade”, analisa o presidente do Sebrae, Luiz Barretto. Sobre o número inexpressivo amazonense, o titular argumenta que questões ligadas à crise no Pólo Industrial de Manaus influenciam diretamente a retração no comércio local.
Por outro lado, verifica-se a alta nas contratações para o setor de construção civil, reflexo dos investimentos promovidos pelo governo. Nos últimos 12 meses foram oficializadas 1.063 novas contratações no Amazonas. Quando comparado aos números regionais da construção civil, o Estado acompanha o padrão. Em 2012, foram feitas em todo o Norte 183.334 admissões e 169.321 desligamentos gerando um saldo positivo de 14.013 postos de trabalho, com crescimento de 6,88%.
Ainda de acordo com o estudo referente ao mês de abril, foram feitas no Setor da Indústria de Transformação em toda a região Norte, 11.553 admissões e 11.667 desligamentos, gerando um saldo negativo de 114 postos de trabalho com um decréscimo de 0,04% na geração de empregos formais.

Setores interligados

De acordo com o assessor de economia da Fecomércio/ AM (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Amazonas) José Fernando Pereira da Silva, os números são preocupantes para o Amazonas no sentido de que os setores estão interligados e, por isso, se um segmento não vai bem, o outro é também atingido. “Vivemos um momento de transição e incerteza tanto para o comércio como para a indústria e o resultado disso você sente nas vendas”, comenta, referindo-se às compras desde itens essenciais como de interesse pessoal.
Baseado na pesquisa divulgada pelo Sebrae, nos últimos quatro meses foram feitas – em toda a região Norte – 143.861 admissões e 143.264 desligamentos gerando um saldo positivo de 597 postos de trabalho, com um crescimento de 0,21% na geração de empregos formais. “Se colocarmos na ponta do lápis, não há muito o que comemorar. O ideal é que a recuperação continue – ainda que sutil – no segundo semestre”, estima o especialista.
O estudo do Sebrae é promovido mensalmente com base em dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) e do TEM (Ministério do Trabalho e Emprego).

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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