Embora tenha mais de três séculos, Manaus ainda luta para driblar os problemas logísticos. Por este motivo, empresas como a Mercosul Line oferecem soluções para integrar a cidade ao restante do país, aproveitando os rios ‘amazonenses’ como rotas comerciais.
De acordo com o diretor do armador, Roberto Rodrigues, a companhia segue um programa de manutenção ligado às normas estipuladas internacionalmente, que adotam padrões e exigências para uma operação segura. “Nossa frota de contêiner está em contínua modernização e é composta por equipamentos com idade média inferior a cinco anos”, enfatizou.
O amplo estoque possui estilos de acordo com a necessidade do cliente, tanto para cargas seca (dry cargo) e refrigerada (reefer e hig reefer) quanto para especiais (open top e flat rack).
Rodrigues comenta que a cabotagem, nome dado à navegação entre portos do mesmo país, é uma opção de modal que oferece um custo mais eficiente, além da redução de emissão de CO2 no planeta, ao mudar a demanda de transporte de cargas terrestre para marítimo.
Esta sustentação é ainda mais constante na Mercosul Line, tendo em vista que, segundo o dirigente, os motores foram produzidos com avanços em eletrônica, permitindo a redução no consumo de combustível e, consequentemente, nos níveis de poluição em cerca de 49,8%.
A frota de três navios, Mercosul Manaus, Mercosul Suape e Mercosul Santos, possui capacidade nominal para 2500 Teus (contêineres de vinte pés) e 268 tomadas para carga refrigerada, com possibilidade para 25.000 toneladas.
Cada navio possui 210 metros de comprimento e 29,8 metros de largura, a uma velocidade de 22.5 Knots (a famosa unidade nós, equivalente a uma milha marítima, que por sua vez mede 1.853 metros).
Segundo o diretor, na carteira de clientes da empresa, a linha branca e os eletrônicos têm sido o segmento com maior participação, além da carga de resina plástica (PET’s) e materiais de construção para abastecimento do mercado das regiões Norte/Nordeste.
“Notamos que muitas multinacionais estão direcionando suas cargas para o transporte marítimo da cabotagem, o que gera mais oportunidades para o serviço da Mercosul Line”, ressaltou.
Um dos clientes é a Mac Cabotagem, que trabalha com o serviço, utilizando os navios do empreendimento. O diretor da Mac em Manaus, Jackson Souza, fala que há um contrato exclusivo com a Mercosul Line para atender mais de 50 clientes na região.
Com apenas quatro anos de atuação, a ramificação do grupo Mac Logistic, há 25 anos no país, atua junto ao setor atacadista do Estado, principalmente os destinados à distribuição de alimentos.
Souza salienta que a cabotagem permite um abatimento de 40% nos custos das empresas da capital, quando confrontada com o transporte rodofluvial. Segundo ele, hoje também é quase improvável encontrar avarias nas mercadorias que vem pelo serviço, além do mais, o tempo de viagem para a entrega das cargas reduziu de 25 a 30 dias para 10 a 15 dias.
Esta duração pode mudar dependendo da origem e destino, assim como o frete varia de acordo com a distância transportada, o tipo de mercadoria e a modalidade escolhida (porto/porto, porta/porta ou o mix de ambos).
Balanço 2010
No ano passado, a Mercosul Line registrou um aumento significativo de 85% em comparação a 2009, superando inclusive as expectativas iniciais, de acordo com Rodrigues.
“2010 foi um excelente ano para a cabotagem na Mercosul Line. Movimentamos mais de 73.000 TEUs”, frisou.
Na tentativa de melhorar cada vez mais o atendimento, a empresa pretende implementar novas ferramentas, com o objetivo de proporcionar um acompanhamento detalhado de toda a carga durante as diversas etapas.
Recentemente, ela também lançou o serviço do River Plate, uma conexão semanal dos portos brasileiros com os de Buenos Aires (Argentina) e Montevideo (Uruguai). Além disso, os clientes ainda contam com o serviço que liga o Sul ao Norte do Brasil, escalando os portos de Imbituba (SC), Paranaguá (PR), Santos (SP), Suape (PE), Pecem (CE) e Manaus (AM).
Rodrigues acrescenta que, depois do resultado anterior, as expectativas para 2011 são satisfatórias. “Acreditamos que o país continuará crescendo, provavelmente num ritmo menos intenso. Porém, nossa previsão é movimentar mais de 93.000 TEUs”, concluiu.






