A Gradiente Eletrônica S/A, suspendeu temporariamente o atendimento de aparelhos celulares pela assistência técnica autorizada. A denuncia foi feita pelo deputado Marcos Rotta (PMDB), na condição de presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Assembléia Legislativa, que usou à tribuna na manhã desta quinta-feira para denunciar o que considerou “irresponsabilidade” da empresa que atua no PIM (Pólo Industrial de Manaus).
Munido do documento interno da empresa –que trata sobre a suspensão temporária no atendimento a celulares-, O parlamentar considera que a Gradiente passa por sérias dificuldades financeiras, mas não vem demonstrando respeito para com os consumidores, quando demonstra despreocupação com aqueles que adquiriram seus produtos comercializados na capital e no interior do Estado.
De acordo com o deputado, são mais de 400 aparelhos celulares na assistência técnica que estão há meses, anos aguardando conserto. “A empresa não paga há cinco meses a assistência técnica e há três meses não tem peças de reposição”, disse Rotta.
O que preocupa também o deputado, como ressaltou, é que no documento a empresa diz que “os produtos que estiverem no posto aguardando postagem devem ser devolvidos aos consumidores com a orientação de que aguardem o retorno dos serviços” e “aos consumidores mais críticos”, sugere que “recorram às operadoras ou varejo”, no caso, as revendedoras. “Isso mostra o grau da irresponsabilidade da empresa, que agora, sorrateiramente, passa o compromisso dos reparos ao consumidor e transfere essa responsabilidade ao mercado varejista”, disse o deputado.
Rotta afirmou que entrou em contato com o departamento jurídico da empresa e obteve a confirmação da posição da fábrica. “A Gradiente está com telefones cortados, existe pedido para decretação de falência e o principal sócio, Eugênio Staub, encontra-se numa missão na Índia, onde tenta vender a empresa”, contou.
Rotta quer aplicar lei
Marcos Rotta declarou, ainda, que entrou em contatado também com o coordenador do Procon Amazonas, Carlos Frederico, sobre a situação. O deputado disse que existem medidas que podem ser tomadas pela Comissão de Defesa do Consumidor da Assembléia Legislativa, como por exemplo, solicitar a retirada do produto das lojas de revenda. “É uma medida drástica que não queremos tomar. Mas, podemos se não houver mecanismo e formas de chamar à responsabilidade a Gradiente. Não nos furtaremos em cumprir o nosso dever e obrigação”, garantiu.
Os deputados Carlos Alberto (PMN), Therezinha Ruiz (DEM), David Almeida (PAN) e Conceição Sampaio (PP) solidarizaram-se com o deputado Marcos Rotta. Para Carlos Alberto, vice-presidente da Comissão de Defesa do Consumidor, Rotta tem seu apoio para que a lei e a justiça em defesa do consumidor sejam cumpridas.
David Almeida também vê com preocupação a situação dos consumidores com a situação da Gradiente e espera que os assuntos pautados tenham soluções satisfatória para o Amazonas. Conceição Sampaio disse que a incerteza da assistência técnica é o grande risco para o consumidor.
O Jornal do Commercio tentou ouvir a assessoria de imprensa da empresa por meio do telefone (011)8999xx69 até às 17h15, horário de São Paulo, mas não conseguiu.







