Empresários cobram ação maior contra os chineses

Em: 2 de dezembro de 2011
Representantes da indústria querem mais força no Congresso para evitar perdas das vantagens comparativas da ZFM em Brasília
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Representantes da indústria querem mais força no Congresso para evitar perdas das vantagens comparativas da ZFM em Brasília

Representantes dos empresários que atuam no PIM (Polo Industrial de Manaus) cobram uma maior atuação da bancada amazonense no Congresso Nacional para fazer frente aos cada vez mais constantes e recentes ataques contra os benefícios fiscais oferecidos pela Zona Franca de Manaus. A cobrança foi feita na última reunião de 2011 da Câmara da Indústria, realizada na sede da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), na última quarta-feira.
O presidente da Panasonic, Yukio Ashibe, disse estar receoso com o futuro das empresas de produtos eletroeletrônicos no Estado, principalmente por estarem perdendo a capacidade competitiva de produção de alguns componentes e produtos inteiros que, em partes, são considerados bens de informática.
“A China está nos engolindo e é preciso que o governo, deputados e senadores sejam mais influentes para não deixar que os chineses tomem o espaço das indústrias do PIM, pois se assim ocorreu vamos perder vantagens de produzir eletroeletrônico no Amazonas”, diz Ashibe.
Ashibe deu como exemplo as recentes negociações da fábrica Foxconn com Eike Batista. O empresário brasileiro está propondo sociedade com o presidente-executivo da Foxconn, Terry Gou, para iniciar a produção de telas para televisores. O empreendimento deve agregar outras sociedades, incluindo investimentos de 30% do negócio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
A cogitação da implantação da segunda fábrica taiwanesa no Brasil, que já possui uma fábrica de montagem em Jundiaí (SP), passa por seis estados, porém não inclui o Amazonas. A disputa pelos R$ 12 milhões para a sua instalação gira em torno de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas, Bahia, Pernambuco e Paraná.

Novos polos

O vice-presidente da Fieam, Nelson Azevedo, enfatizou que as retaliações à Zona Franca de Manaus sempre ocorreram, pois o Estado possui regime diferenciado de tributação, daí a importância de estar sempre buscando novas alternativas econômicas e industriais para assegurar empregos e renda. “O governador tem que estar à frente dos interesses da classe industrial que na realidade é um interesse comum a toda a sociedade amazonense. Somos um Estado visado que levanta ciúmes do restante do país, porém estamos longe da rota viária daí a principal importância de sermos diferentes e com direitos resguardados em Constituição”, aponta Nelson Azevedo.
Para o vice-presidente da Fieam, o desenvolvimento de outros polos deve iniciar imediatamente, incluindo o segmento naval que até o momento está sendo pouco articulado e colocado em prática. “Temos que ter a visão inovadora para este setor, pois este é o momento de desenvolvê-lo e transformá-lo na nossa principal alternativa logística para receber componentes e escoar os produtos fabricados no PIM”, avalia Azevedo.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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