Empresários do AM cobram mais investimentos em Banda Larga

Em: 20 de junho de 2011
Reivindicação foi feita às empresas provedoras, durante audiência pública realizada na Aleam, na sexta, 17
Reivindicação foi feita às empresas provedoras, durante audiência pública realizada na Aleam, na sexta, 17

Reivindicação foi feita às empresas provedoras, durante audiência pública realizada na Aleam, na sexta, 17

Críticas e muitas reclamações marcaram a audiência pública sobre a Internet de Banda Larga do Amazonas, realizada na sexta-feira, 17, na Aleam (Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas).
Os empresários cobram uma posição mais enérgica do poder público para forçar as empresas provedoras a melhorar o sinal da internet. No entendimento deles, a internet do Amazonas é a mais cara e a de pior qualidade já prestada no país. Os representantes dos provedores alegam que a falta de infraestrutura e as distâncias regionais impõem dificuldades para a expansão da rede.
“O que o Estado e a Prefeitura estão fazendo para popularizar a internet? O quadro está longe do nível de atendimento da maioria das capitais. O custo está muito alto. O que as empresas estão fazendo para diminuir esse preço? O linhão de Tucuruí vai ser mais uma opção?”, questionou o autor da proposta da audiência pública, deputado Luiz Castro(PPS).
As representações empresariais cobraram das empresas provedoras a melhora no serviço e expansão das áreas de cobertura. “Telecomunicações é um assunto federal mas o Estado pode buscar soluções, discutir junto com a esfera federal meios que viabilizem a oferta de um serviço de internet com qualidade. Queremos uma obrigatoriedade imposta pelo governo federal para que, se uma determinada empresa quiser a concessão tenha de obrigatoriamente disponibilizar o sinal para todas as localidades com qualidade”, asseverou o diretor da CDL-Manaus (Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus), Manuel Andrade Filho.
As reclamações dos empresários fazem um comparativo quanto ao preço cobrado e o serviço prestado. “Não discutimos nem o preço. Que está caro, ninguém pode negar. E está ruim. Não podemos acessar por causa da baixa qualidade ou da inexistência de oferta. Hoje, apenas oito bairros têm o serviço. Temos o triplo de bairro. Imagine como é no interior, então. Há uma necessidade de internet em tudo hoje em dia. Para se tirar uma nota fiscal agora é só pela internet”, destacou.

Tarifas e concorrência

O empresário Luiz Carvalho Cruz é mais radical quanto a questão. “Temos um problema sério que é a falta de compromisso das operadoras. As operadoras vendem um produto e não entregam esse produto. No bom português, isso se chama estelionato. Temos de rever a questão das tarifas, estimular uma concorrência com outras operadoras, cumprir o compromisso que assumiram perante os poderes públicos e a população. Temos de fazer pressão política neles”, ressaltou.
A gerente institucional da Oi, Vania Antoneio, fez uma análise genérica da situação e não quis conceder entrevista. Ela relatou a evolução dos preços da empresa e o atedimento, que hoje chega a 37 mil clientes em oito bairros. Segundo a dirigente, a previsão é que até o final de 2011 sejam atendidos 26 bairros e 86,5 mil clientes. Vânia ressaltou que a Oi foi definida como a empresa de telecomunicação da Copa de 2014 e que além de Manaus mais duas outras localidades possuem Banda Larga.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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