Empresários e entidades querem dar mais competitividade ao setor

Em: 29 de janeiro de 2009
Na tentativa de fortalecer a produção de condicionadores de ar no PIM (Polo Industrial de Manaus), empresários e entidades de classe se reuniram ontem, na Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), para discussão sobre o novo PPB
Na tentativa de fortalecer a produção de condicionadores de ar no PIM (Polo Industrial de Manaus), empresários e entidades de classe se reuniram ontem, na Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), para discussão sobre o novo PPB

Na tentativa de fortalecer a produção de condicionadores de ar no PIM (Polo Industrial de Manaus), empresários e entidades de classe se reuniram ontem, na Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), para discussão sobre o novo PPB (Processo Produtivo Básico) para a produção do eletrodoméstico, que deverá vigorar a partir de 1º de janeiro do próximo ano.

Contra o mercado

Segundo o presidente do Sinplast (Sindicato das Indústrias de Materiais Plásticos do Amazonas), Ulisses Tapajós, as condições do atual PPB em vigor não permitem competitividade ao produto fabricado na ZFM (Zona Franca de Manaus). Por isso, para eliminar esse entrave, o segmento está estudando medidas para apresentar ao Mdic (Ministério de Desenvolvimento e Comércio Exterior) visando ao adensamento da produção de ar condicionado no polo, com insumos produzidos também no Estado.
Ulisses fez questão de ressaltar que “determinados componentes, como compressor, motor, plásticos, entre outros produzidos em Manaus não possuem preços competitivos, e se utilizados na industrialização de produtos, como o ar-condicionado, encarecem o produto final”.
“Estamos buscando reverter essa situação e todas as condições serão analisadas para que os componentes produzidos em Manaus tenham custo competitivo, para quando chegar janeiro, e o processo de PPB migrar, o ar condicionado produzido na ZFM (Zona Franca de Manaus) fique mais barato do que o produto concorrente importado”, disse o presidente do Sinplast.

Proposta é tornar o produto mais barato

De acordo com presidente Ulisses Tapajós, a finalidade da reunião foi reunir os empresários das indústrias de componentes, fabricantes de condicionadores de ar e órgãos como a Suframa para trazer ideias e buscar subsídios para tornar o ar-condicionado amazonense mais barato e assim ganhar espaço no mercado.
O presidente destacou, ainda, que as propostas deverão valer tanto para os condicionadores de janela, quanto para o split.
O sindicalista destacou que na próxima quinta-feira, dia 5, deve haver uma nova reunião entre empresários e entidades, durante a qual também deverá ser analisado o custo dos componentes amazonenses e os importados utilizados pelos fabricantes do eletrodoméstico.
“A partir do resultado obtido, até o dia 18 de fevereiro estaremos com a proposta finalizada, a qual deverá ser apresentada até o começo do mês de março ao Mdic”, garantiu.
Segundo Tapajós, atualmente 5.000 funcionários trabalham nas fábricas de condicionadores de ar instaladas no PIM, e, caso as medidas de fomento ao setor a serem apresentadas ao governo federal sejam aceitas, a expectativa é de que esse número deva crescer 100% e atingir a marca de 10.000 empregos.
O novo Processo Produtivo Básico, que deveria ser adiantado para julho deste ano, deverá entrar em vigor no prazo previsto –1º de janeiro de 2010.
“O adiantamento do PPB quebra um cronograma, mas por outro lado deveria gerar mais emprego e não sabemos se a antecipação será possível”, observou.
De acordo com o coordenador-geral de Acompanhamento de Projetos Industriais da Suframa, Gustavo Igrejas, durante a reunião chegou-se à conclusão de que o PPB será mantido como está até o fim do ano, mas também mostrou-se otimista com a criação de uma proposta de estímulo à competitividade da industrialização para as indústrias do setor que atuam no Polo Industrial de Manaus.
“Com isso, serão criadas condições para que o bem final seja ­competitivo a ponto de voltar ao fortalecimento, que atualmente sofre com importações inadequadas, superfaturamento e contrabando”, finalizou Igrejas.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar