Empresários veem piora da crise no 1º trimestre

Em: 8 de setembro de 2015
Cerca de 80% dos empresários brasileiros avaliam que a crise econômica internacional piorou no primeiro trimestre de 2009, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira pela CNI (Confederação Nacional da Indústria)
Cerca de 80% dos empresários brasileiros avaliam que a crise econômica internacional piorou no primeiro trimestre de 2009, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira pela CNI (Confederação Nacional da Indústria)

Cerca de 80% dos empresários brasileiros avaliam que a crise econômica internacional piorou no primeiro trimestre de 2009, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira pela CNI (Confederação Nacional da Indústria).
A pesquisa também mostra que quase metade das empresas (47%) acredita que a crise vá se estender pelos próximos anos (para 2010 ou mais). Outras 31% avaliam que a crise pode ser superada neste ano. “Tudo indica que o processo de recuperação da economia mundial virá só em 2010”, disse o presidente da CNI, Armando Monteiro Neto.
Para ele, os dados já divulgados neste ano derrubam a teoria de que o Brasil está protegido contra a crise. “O mundo está pior e o Brasil está ficando também pior. Aquela teoria do descolamento do Brasil é frágil. O Brasil vai caminhando de acordo com o mundo.”
A pesquisa mostra também que 83% dos empresários disseram ter sido afetados pela crise no primeiro trimestre deste ano.

Demissões futuras

Apesar de avaliarem que houve uma piora, o percentual de empresários que pretendem demitir no futuro é menor do que o das empresas que já demitiram.
De acordo com a pesquisa, 80% dos empresários tomaram alguma ação em relação aos seus trabalhadores durante a crise. Destes, 54% demitiram; 53% disseram ter suspendido novas contratações; e 32% anunciaram férias coletivas (algumas empresas adotaram mais de uma dessas opções).
Já o percentual daqueles que pretendem adotar novas medidas em relação aos trabalhadores é de 59%. Desse total, 36% esperam novas demissões. “Tudo indica que agora as empresas já estão se ajustando à realidade atual. Portanto, não é previsível um processo mais forte de corte de pessoal”, disse o presidente da CNI.
Monteiro Neto avalia, no entanto, que o emprego industrial vai apresentar novas quedas ao longo do ano. “Na indústria, o pior momento para emprego já passou. Mas é evidente que vamos ter sim mais queda no emprego neste ano.”

Ações do governo

Em relação às ações do governo, 54% disseram que as medidas adotadas pelo Banco Central, como redução dos juros, estão dando resultado de forma moderada. Quando questionados sobre o governo federal como um todo, o percentual sobe para 57%.
Apenas 3% acham que as medidas do governo deram resultado efetivo e outros 39% avaliam que elas não surtiram efeito.
Em relação a novas medidas, 63% pedem redução de tributos; 51% querem queda dos juros e do “spread” bancário; e 30% esperam aumento do crédito para capital de giro.
O levantamento foi realizado entre os dias 4 e 11 de março, com 431 empresas.

PIB zero

A CNI voltou a afirmar que o PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas no país) de 2009 deve ter um crescimento próximo de zero neste ano.
No início da semana, o economista-chefe da CNI, Flávio Castelo Branco, havia dito que a indústria pode fechar o ano no vermelho. Para que isso não ocorra, o setor precisa reverter o movimento de desaceleração e crescer 12% entre fevereiro e dezembro.
Os dados sobre o faturamento de indústria divulgados pela entidade mostraram uma queda de 13,4% em janeiro, na comparação com o mesmo período de 2008, a maior retração da série da entidade, iniciada em 2004. Houve também um recuo de 4,3% em relação a dezembro.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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