Berço de muitas empresas de tecnologia, o Vale do Silício, na Califórnia, receberá uma comitiva com 32 startups brasileiras. Elas participarão do TechCrunch Disrupt, um dos principais eventos de tecnologia do mundo, entre os dias 8 e 10 de setembro.
No evento, os empreendedores terão a chance de conversar com investidores, fornecedores, parceiros comerciais e até concorrentes. Segundo o gestor de startups do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio as Micros e Pequenas Empresas), Márcio Brito, a ideia é que, por meio desse contato, as empresas possam fechar contratos de investimentos e crescerem no Brasil.
Para que as empresas possam se apresentar para investidores e parceiros internacionais, elas passarão por dois treinamentos em inglês, ministrados pelo Sebrae e pela ApexBrasil (Agência de Promoção de Exportações e Investimentos). O primeiro será online, com duração de três horas. O segundo será de oito horas, pessoalmente, nos Estados Unidos.
Durante as palestras e na feira de startups, os empreendedores precisarão estar com o ‘pitch’ –apresentação curta sobre o negócio– afiado, segundo Brito. “Às vezes, o empresário tem poucos segundos para ganhar a atenção do investidor. É preciso estar preparado para aproveitar a oportunidade”, afirma.
A maioria das startups terá de arcar com custos da viagem, hospedagem e entrada no evento. Algumas unidades do Sebrae custearão parte das despesas das empresas de seu Estado. A entidade, no entanto, não informou quais Estados darão esse subsídio.
Startups querem investimentos de R$ 1 milhão
A empresa Atestados.med é uma das 32 escolhidas para ir ao Vale do Silício. Segundo o sócio Eric Milfont, 26, o objetivo da viagem é divulgar o negócio e iniciar contatos com investidores. Para cumprir a primeira etapa de expansão no Brasil, ele diz precisar de R$ 1 milhão.
Criada no início de 2012 em Recife (PE), com investimento de R$ 300 mil, a startup é um site para validação de atestados médicos. “Percebemos que muitas empresas perdem produtividade por conta de atestados falsos entregues pelos funcionários”, afirma.
Com a ferramenta, o médico imprime o documento com um QR code, que pode ser lido pelo smartphone do empregador. O código leva a uma página em que é possível checar a autenticidade do documento e o registro do médico no CRM (Conselho Regional de Medicina).
A EasyLook, de Vitória (ES), também pretende conseguir investimento de R$ 1 milhão para divulgar e fazer melhorias em seu aplicativo, uma espécie de delivery de profissionais de beleza, que será lançado em setembro, segundo o cofundador Fabrício Vargas Matos, 39.
Pelo aplicativo, o cliente pode solicitar cabeleireiro, manicure e outros serviços no horário e local desejado.
A empresa, aberta em maio com investimento de R$ 100 mil, está em fase de cadastramento de profissionais. Até o lançamento, a expectativa é ter, pelo menos, mil cadastros, afirma Matos.







