O Sinetram (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas) pleiteia a retirada do dinheiro de circulação dos ônibus do transporte coletivo da capital. O assunto será tratado na próxima segunda-feira (11) junto ao MPE (Ministério Público do Estado). O sindicato patronal acredita que a medida resultará em menor índice de assaltos.
Segundo a assessoria de comunicação do Sinetram, a alternativa para tentar coibir a ocorrência de assaltos durante as rotas do transporte coletivo seria retirar o dinheiro de circulação. No caso, o pagamento da passagem seria feito por meio do cartão Passafácil.
Conforme o sindicato, nos oito primeiros meses do ano, as concessionárias que operam no transporte coletivo de Manaus registraram 2.542 assaltos, o prejuízo já chega a R$ 701,5 mil. Somente em agosto foram registrados 371 assaltos, uma média de 11 por dia.
O presidente do Sinetram, Carmine Furletti, garante que a tecnologia utilizada em Manaus tem capacidade para atender à demanda por meio do uso do cartão.
“Precisamos implantar esse modelo de pagamento em Manaus, caso contrário vamos continuar colocando a vida dos usuários e colaboradores em risco. Já temos tecnologia para isso e esperamos implementar esse modelo o mais breve possível. Em Goiânia esse sistema já funciona há 17 anos e nunca mais as empresas tiveram problema com esse tipo de crime”, disse.
Na avaliação do presidente do STTRM (Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário de Manaus), Givancir Oliveira, retirar o dinheiro de circulação não resultará em menor índice de assaltos. Ele assegura que as ocorrências vão continuar acontecendo com ou sem o dinheiro dentro dos ônibus e ressalta que o sindicato laboral vai lutar junto ao MPE para derrubar essa proposta.
“A única mudança que essa medida vai acarretar é o desemprego dos cobradores porque os assaltos continuarão acontecendo com ou sem o dinheiro. É claro que existem interesses políticos por trás dessa medida. Retirando os cobradores haverá mais lucro para os empresários. Vamos lutar para acabar com essa proposta”, disse.







