Empresas do AM recorrem aos geradores

Em: 1 de março de 2011
Para evitar prejuízos com a falta de energia elétrica,empresas e estabelecimentos do comércio estão investindo na locação ou compra de geradores para manter o funcionamento dos negócios durante os períodos em que a capital sofre intervalos no abasteciment
Para evitar prejuízos com a falta de energia elétrica,empresas e estabelecimentos do comércio estão investindo na locação ou compra de geradores para manter o funcionamento dos negócios durante os períodos em que a capital sofre intervalos no abasteciment

Para evitar prejuízos com a falta de energia elétrica, empresas e estabelecimentos do comércio estão investindo na locação ou compra de geradores para manter o funcionamento dos negócios durante os períodos em que a capital sofre intervalos no abastecimento. Com variação de potência, os equipamentos são utilizados até mesmo por residências no interior e podem chegar a gerar, através do combustível diesel, energia para usinas termelétricas.
Para Edivaldo Júnior, controller de compras da matriz da MS Casa Móveis, a adoção de gerador de energia há quatro anos livra os negócios de prejuízos decorrentes da falta de energia. “Os benefícios de a empresa ter um gerador de energia são percebidos toda vez que acontece queda de energia. As máquinas e equipamentos que precisam de energia continuam funcionando, principalmente os servidores, que não podem parar. Caso contrário, o prejuízo seria perder o contato com o grupo de lojas, que ficariam paradas sem o acesso à rede das vendas de produtos, pois são totalmente digitalizadas”, avaliou.

Controle de estoque

O grupo TVLar também investiu há dois anos em um grupo gerador na loja matriz para manter o sistema de informática, já que as 36 lojas dependem dele para controle de estoque. “Uma coisa é faltar luz em um bairro e prejudicar as vendas em uma loja. Agora, se falta luz no centro de processamentos de dados, nenhuma das lojas da rede pode vender”, dimensionou o problema o proprietário do grupo, José Azevedo.
Segundo Azevedo, também vice-presidente da Fecomércio/AM (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas), os custos com os geradores e a manutenção são altos. Ele aponta estes motivos para grande parte do comércio não adotar os equipamentos. O dirigente lembra que a situação é diferente no caso de negócios maiores, “que podem arcar com investimentos altos”, como é o caso dos shoppings. “Com um gerador dá para alimentar o ‘mall’ e os clientes continuarem circulando, embora as lojas não tenham energia e fiquem às escuras”, ponderou.
Mais que o comércio, os equipamentos impulsionam outras atividades em todo o Estado do Amazonas. Segundo o supervisor de locação da empresa Powertech Locação & Energia, Cláudio Andrade, os geradores são alugados por empresas que operam na construção civil e de obras do Estado. Isso porque na área geralmente inexiste abastecimento pela distribuidora regional. É o caso também de produtoras de eventos, que recorrem aos equipamentos para grandes shows. Além disso, os equipamentos são também demandados pelo PIM (Polo Industrial de Manaus). E com as opções de pequeno (5kVA) a médio porte (500kVA) de potência, as comunidades do interior também fazem parte dos atendimentos da empresa.

Gargalo gera bons negócios para a Powertech

Com 13 anos de atuação no mercado amazonense, a Powertech lançou, na semana passada, uma nova empresa dedicada à locação e manutenção de equipamentos de energia.
Para prestigiar a empresa, por colaborar com o desenvolvimento de outras organizações dependentes de energia e pela sua instalação em Manaus ser fonte de empregos no Estado, esteve na inauguração do empreendimento, em nome do governo estadual, a secretária adjunta da Seplan (Secretaria de Estado de Planejamneto e Desenvolvimento Econômico), Juliane Mello.
O presidente da empresa, Fernando Lemos, identifica um futuro grandioso para a atividade em Manaus, uma das sedes da Copa 2014. Ele avalia que as construções impulsionadas pelo evento devem demandar locação e manutenção de geradores e observa as tendências locais no consumo de energia. “Teremos um crescimento garantido de pelo menos 9% ao ano no consumo de energia no Estado. Acredito que em Manaus seja maior que isso. O abastecimento deve ser do Estado, mas a maioria será feita por investidores independentes”, analisou o executivo, com visão na participação da fatia com os grupos geradores operando nas usinas.
A empresa gera energia em três usinas termelétricas na capital vinculadas à Eletrobras Amazonas Energia. São 42 geradores no São Jorge (30 MW), e 24 em Flores (com capacidade de 20MW) e o mesmo quantitativo no Mauazinho (30MW). Com mais seis máquinas, de acordo com dados da empresa, ela é responsável pela usina de energia que alimenta as operações na Reman-Petrobras (com 6,3MW).

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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