Empresas querem menos taxas e impostos

Em: 27 de outubro de 2008
A tributação aplicada em cada país é o fator mais importante para 77% das empresas privadas de capital fechado do mundo quando elas pensam em iniciar operações no exterior, de acordo com o International Business Report da Grant Thornton International
A tributação aplicada em cada país é o fator mais importante para 77% das empresas privadas de capital fechado do mundo quando elas pensam em iniciar operações no exterior, de acordo com o International Business Report da Grant Thornton International

A tributação aplicada em cada país é o fator mais importante para 77% das empresas privadas de capital fechado do mundo quando elas pensam em iniciar operações no exterior, de acordo com o International Business Report, da Grant Thornton International, representada no Brasil pela Terco Grant Thornton. O estudo, que ouviu 7.800 empresários de 34 países, mostra ainda que, para 91% das empresas da América Latina, os impostos são principal ponto quando pensam em se internacionalizar. Já para as empresas que operam na União Européia e do Nafta (Tratado Norte-Americano de Livre Comércio), que engloba os Estados Unidos, o Canadá e o México, a tributação é a preocupação de 72% dos entrevistados.
Quase metade (48%) dos empresários que participaram do estudo considerou que incentivos fiscais, como um período de cinco anos livre de taxas e menor taxação sobre os lucros, são fatores que influenciam a decisão sobre o estabelecimento de uma base de operações em outro país. Eles também consideram favorável um regime estável de impostos (46%), assim como incentivos para o investimento de capital (41%).
O estudo ouviu 7.800 empresários de 34 países. No Brasil foram pesquisadas 150 empresas, sendo cem de São Paulo, 25 do Rio de Janeiro e 25 de Salvador. Seguindo a média mundial, 93% dos empresários brasileiros afirmaram que a tributação do país é fundamental quando pensam em ir para o exterior. Ao citar qual taxação mais os preocupa, 32% citaram os impostos com a folha de pagamento. Um dos incentivos que mais animaria os empresários do Brasil a ir para o exterior é um período de cinco anos livre de impostos, citado por 77% dos entrevistados.

Investimentos estrangeiros

 “O Brasil está nas duas pontas desta pesquisa”, disse Sergio Kubiak, sócio da Terco Grant Thornton que atua na área de tributos.
“O Brasil recebe investimentos estrangeiros e as empresas brasileiras estão começando a se internacionalizar”, explicou. “Mas é inegável que o país recebe mais ingresso de capital estrangeiro do que as empresas brasileiras se internacionalizam”, afirmou.
Segundo Kubiak, a legislação brasileira é muito complexa em relação à tributação, o que exige esforço dos estrangeiros para entendê-la.
 A preocupação dos brasileiros com níveis de leis trabalhistas toleráveis afeta 53% dos entrevistados.
A média mundial para este item é de 37%. Para os estrangeiros, a preocupação é com a redução de impostos sobre os lucros (46%) e a suspensão do pagamento de impostos por cinco anos (48%) – para os brasileiros, este índice é o mais importante, com 77% das respostas.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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