Empréstimo contribui para diversificar reservas

Em: 5 de outubro de 2009
O Ministério da Fazenda divulgou nesta segunda-feira nota confirmando a decisão do Brasil de comprar US$ 10 bilhões em bônus do FMI
O Ministério da Fazenda divulgou nesta segunda-feira nota confirmando a decisão do Brasil de comprar US$ 10 bilhões em bônus do FMI

O Ministério da Fazenda divulgou nesta segunda-feira nota confirmando a decisão do Brasil de comprar US$ 10 bilhões em bônus do FMI (Fundo Monetário Internacional). Na nota, o ministério explica que o Banco Central está autorizado a comprar ativos do FMI que poderão ser convertidos em moedas de liquidez internacional imediatamente se necessário.
“Portanto, é uma operação que apenas altera a composição das reservas internacionais do país, contribuindo para sua diversificação”, afirma a nota.
O órgão diz ainda que o acordo será enviado às instâncias técnicas do governo brasileiro para revisão final e à diretoria do fundo para aprovação, e só depois será assinado.
“Em meio à maior crise econômica desde a Grande Depressão dos anos 1930, o Brasil não apenas não precisou de apoio financeiro do FMI, como está em condições de emprestar um montante expressivo de recursos à instituição”, completa a nota.
Empréstimos semelhantes foram feitos por países como Japão, Canadá, Reino Unido, França e Alemanha e, além do Brasil, China, Índia e Rússia também comprarão notas do FMI.
O acordo brasileiro terá duração de dois anos e os bônus serão emitidos de acordo com a necessidade de recursos do fundo. As notas terão prazos de repagamento iguais aos que vigoram nos empréstimos do FMI -três anos e um trimestre de carência e cinco anos de prazo total.
Os juros serão pagos trimestralmente com base na média ponderada das taxas de juro de curto prazo dos Estados Unidos, zona do Euro, Japão e Reino Unido, atualmente em 0,25%.
A crise econômica atual, a pior desde a Grande Depressão dos anos 30, pode deixar até 90 milhões de pessoas na pobreza extrema, segundo documento divulgado pelo Comitê de Desenvolvimento do Banco Mundial. “A economia global tem mostrado sinais de recuperação, mas riscos permanecem. Em muitos países em desenvolvimento, o impacto sobre as pessoas mais pobres e vulneráveis está crescendo’’, diz o documento -que acrescenta que o progresso “duramente conquistado’’ sobre as metas do Milênio corre o risco de ser revertido.
Pobreza extrema é definida pelo Banco Mundial como a situação das pessoas em países em desenvolvimento que vivem com menos de US$ 1.25 (US$ 2.21, no câmbio de ontem) por dia. Os dados do banco sobre pobreza cobrem 96% das populações dos países em desenvolvimento.
As Metas do Milênio são um conjunto de diretrizes fixadas pela ONU para reduzir pela metade, até 2015, os níveis da pobreza extrema de 1990.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar