O estilo musical que surgiu há pouco mais de cem anos nos Estados Unidos inspira liberdade criativa desde as suas origens -ou melhor, ele nasce e se desenvolve a partir desta força. Sim, porque quando os americanos de ascendência africana encontraram a música de origem europeia e fizeram disso uma mistura brilhante de instrumentos, melodia e harmonia, juntando tudo ao swing, espontaneidade e vitalidade da música africana, quem estava no comando era ela: a liberdade de criação. E assim surgia o Jazz!
Em “O Livro do Jazz: de Nova Orleans ao Século 21”, uma coedição das Edições Sesc São Paulo e Editora Perspectiva, o autor, Joachim-Ernest Berendt, disponibiliza todas as ramificações e abrangência dos aspectos relacionados ao gênero, elencando-os em torno de estilos, músicos, elementos, instrumentos, vozes, big bands e bandas.
Além dos sete capítulos que se aprofundam no universo jazzístico, a obra é finalizada com uma discografia selecionada por Thomas Loewner e dois ensaios: um sobre a qualidade do gênero musical e outro sobre o jazz brasileiro, escrito pelo jornalista e crítico musical Carlos Calado.
Lançado pela primeira vez em 1953, “O Livro do Jazz” tornou-se uma referência internacional sobre o tema e foi traduzido para diversas línguas. Depois disso, ganhou outras edições revisadas e atualizadas. Com a morte de Berendt, em 2000, seu assistente, GüntherHuesmann, faz desta a sétima e última edição da obra. Número de páginas: 640. Preço Médio: R$ 129.
Tradições musicais
O jazz se desenvolveu com a mistura de várias tradições musicais, em particular a afro-americana. Os instrumentos musicais básicos para o Jazz são: metais, palhetas e baterias. No entanto, o Jazz, em suas várias formas, aceita praticamente todo tipo de instrumento. As origens da palavra “jazz” são incertas, tendo suas raízes numa gíria norte-americana. O jazz não foi aplicado como música até por volta de 1915. Miles Davis, considerado um dos mais influentes músicos do século 20, esteve na vanguarda de quase todos os desenvolvimentos do jazz desde a Segunda Guerra Mundial até a década de 1990. Ele participou de várias gravações do bebop e das primeiras gravações do cool jazz. Foi parte do desenvolvimento do jazz modal, e também do jazz fusion que originou-se do trabalho dele com outros músicos no final da década de 1960 e no começo da década de 1970.
Desde o começo do seu desenvolvimento, o jazz produziu uma grande variedade de subgêneros, como o dixieland, de 1910; Swing das Big bands das décadas 1930 e 1940, o bebop de meados da década de 1940, o jazz latino das décadas de 1950 e 1960 e o fusion, de 1970 e 1980. Devido à sua divulgação mundial, o jazz se adaptou a muitos estilos musicais locais, obtendo, assim, uma grande variedade melódica, harmônica e rítmica. Estilos de jazz que vieram posteriormente, tais como o jazz modal, abandonando a noção estrita de progressão harmônica, permitiu aos músicos improviso com ainda mais liberdade. Improvisação é claramente um dos elementos essenciais deste ritmo.







