Energia solar

Em: 16 de fevereiro de 2008
A Amazônia recebe, de graça, uma enorme quantidade de energia solar durante todo o ano e o aproveitamento dessa fonte limpa
A Amazônia recebe, de graça, uma enorme quantidade de energia solar durante todo o ano e o aproveitamento dessa fonte limpa

A Amazônia recebe, de graça, uma enorme quantidade de energia solar durante todo o ano e o aproveitamento dessa fonte limpa deveria ser obrigatório em escolas públicas, indústrias, prédios de alto padrão e condomínios de luxo.  
Evidentemente a energia solar ainda é muito cara para substituir a energia elétrica, mas o emprego de placas termo-solares para aquecimento de água promoveria uma grande economia na conta do petróleo além de diminuir a emissão de gases do efeito estufa.
Outras regiões brasileiras estão empenhadas em usar energias alternativas, sendo bons exemplos a eólica no Nordeste e no Rio Grande do Sul, a queima de bagaço de cana na co-geração de energia em São Paulo e o uso e energia solar na cidade de São Paulo.
A esse respeito vale lembrar que a cidade de São Paulo tem uma lei (10.419 de 02/07/2007 – chamada Lei Solar) que obriga todos os prédios novos a usarem placas solares para aquecimento.

A Amazônia tem subsídios

Na Amazônia, como a energia de sistemas isolados (Manaus inclusive) vem de derivados de petróleo e a conta é paga com dinheiro tirado do bolso dos consumidores de energia elétrica de todo o Brasil pela CCC (Conta Consumo de Combustível), não se vê qualquer iniciativa de vulto para aproveitamento das nossas muitas potencialidades. Creio que essa indolência preguiçosa fundada no “não se plantando tudo dá” que foi a marca do período da borracha, atravessou gerações e atinge os dirigentes atuais que primam pela apatia quando se trata de ações para o futuro, mas são pródigos em projetos de curto prazo, alguns com objetivos pouco éticos. A classe política da Amazônia se alimenta de subsídios e vantagens e no Amazonas esse alimento da preguiça vai da Zona Franca às bolsas esmola e floresta, passando pela geração de energia.
Essa impassibilidade já nos fez perder a hegemonia da borracha para os ingleses e depois para os paulistas, a do cacau para a Bahia, do tucunaré para o Nordeste, do tambaqui para a China, da pupunha, do guaraná, etc. e estamos perdendo a floresta para a soja e a cana-de-açúcar porque, faz tempo que perdemos a vergonha.

Energia solar na Amazônia

Os dados do professor Enéas Salati, que foi diretor do Inpa, mostram que a Amazônia recebe, em média, 400 calorias por centímetro quadrado por dia, e essa brutal quantidade supera muitas vezes a demanda energética de toda a região. Como a energia elétrica a partir do sol ainda é um ideal possível para o futuro próximo, nos tempos presentes essa energia poderia ser usada para os banhos quentes e pré-aquecimento doméstico e industrial, só para citar dois exemplos. É claro que o investimento inicial é elevado, mas a compensação é dada, em curto prazo, na economia da conta de luz.

O uso social da energia solar

Todo mundo sabe que a invasão do Iraque foi provocada pelos interesses americanos em garantir suas cotas de petróleo destinado, em grande parte, para geração de calor industrial durante todo o ano e à calefação de residências no inverno.
Tenho absoluta certeza que em algum momento do futuro a racionalidade voltará a prevalecer e o mundo todo vai se voltar para a fonte solar, que a cada 40 minutos, deita na superfície da Terra, uma quantidade de energia equivalente ao consumo de todos os paises do mundo durante um ano.
A tecnologia disponível para uso da energia do sol vem sendo aperfeiçoada, havendo coletores modernos equipados com películas de telureto de cádmio que, brevemente, terão a eficiência necessária para transformar a radiação solar em energia elétrica a um custo estimado de seis centavos de dólar por quilowatt hora.
Alguns anos atrás levei à Associação Comercial do Amazonas um alemão que trouxe a proposta de colocar, em todos os barcos comerciais do Estado, placas solares e cata-ventos que poderiam ser transformados em cata-água por simples inversão do eixo.  
Essa tecnologia permitiria o uso do sol, do vento e da energia cinética da água para atender parte da demanda (lâmpadas,

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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